Divulgação Droga5
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Droga5 inaugura escritório no Brasil com Netflix como cliente

Agência foi fundada pelo publicitário David Droga, em 2006, e comprada pela Accenture Interactive, braço de marketing da empresa de consultoria, em 2019

Wesley Gonsalves e Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 11h23

A agência de publicidade Droga5 anuncia oficialmente a abertura de seu escritório no Brasil diante de um processo de internacionalização de marca. A empresa, criada em 2006 em Nova York pelo publicitário David Droga, foi comprada em 2019 pela Accenture Interactive, braço de marketing do grupo de consultoria. Desde então, vem empreendendo uma expansão a outros mercados que já incluiu a abertura de escritórios em Londres e em Tóquio. A abertura da filial brasileira foi antecipada em dezembro pelo Estadão.

A agência Droga5 foi fundada em 2006 e ficou conhecida por assinar campanhas para clientes como Amazon e The New York Times e, de forma mais visível, para a série Game of Thrones, da HBO. Para começar as atividades do novo escritório no Brasil, a companhia terá um primeiro cliente de peso, ficando responsável pelas campanhas da gigante do streaming Netflix. 

A criação da Droga5 no País será liderada Renato Zandoná, executivo que foi recrutado na Akqa São Paulo, agência que ganhou vários prêmios nos últimos anos, incluindo o Grand Prix (Grande Prêmio) no Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, nos últimos anos. O executivo passou o último trimestre de 2021 se ambientando ao modelo de trabalho da Droga5, em Nova York. Agora, dá o pontapé inicial ao escritório paulistano, que por enquanto funcionará de forma remota.

Apesar de estar sediada em São Paulo, a agência terá o foco de estender a atuação da Droga5 além das fronteiras brasileiras, conforme conta a diretora geral da Droga5, Stefane Rosa. “Nossa ambição é realizar trabalhos locais, mas também em toda a América Latina e até ações globais. Com esses escritórios internacionais nós ampliamos a nossa capacidade criativa através da diversidade dos novos talentos”, afirmou a executiva ao Estadão.

A empresa, porém, chega ao Brasil em um momento de retração econômica, com previsão de crescimento perto de zero para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 e em meio às incertezas relacionadas às eleições presidenciais de outubro. “Acreditamos que a criatividade é a solução para esses problemas (da economia)”, afirma Zandoná. 

Mesmo sendo uma marca global, a Droga5 quer trazer para o seu grupo de colaboradores talentos locais e com foco na diversidade. Segundo divulgado, Zandoná será o responsável por encontrar os colaboradores, enquanto o executivo Nick Maschmeyer terá a função de traduzir o DNA da companhia dentro do recém-inaugurado escritório.

Antes de se tornar um braço da Accenture Interactive, a Droga5 era referência entre as agências independentes. A venda para o grupo ocorreu quando a agência de talentos William Morris Endeavor (WME), que detinha uma fatia de 49% na Droga5, decidiu se desfazer de participações em negócios não ligados à sua atividade principal.

A Accenture teria pago US$ 475 milhões pela agência, de acordo com a Forbes – número considerado inflado por analistas na época do anúncio da operação.

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