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Drone começa a ser testado na China para entregas pelo rei do comércio eletrônico

Site do grupo Alibaba, de Jack Ma, consegue autorização do governo para testar envio de mercadorias em até uma hora

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05 Fevereiro 2015 | 09h53

O gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba iniciou testes nesta quinta-feira, 5, para fazer entregas com drones na China, segundo comunicado de uma das filiais do grupo fundado por Jack Ma, o homem mais rico da China.

Segundo o comunicado do site Taobao.com, o portal do grupo Alibaba para compra e venda de mercadorias entre particulares, a autorização para remessas de mercadorias por drones se limita a este portal, e a um total de 450 entregas nas cidades de Pequim, Shangai e Guangzhou.

Os testes podem representar um primeiro passo do Alibaba, para o lançamento de um sistema de distribuição com robôs voadores igual ao que está sendo testado pela Amazon nos Estados Unidos. Em setembro o Alibaba protagonizou em Wall Street a maior captação em bolsas de valores da história

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, anunciou no final de 2013 que pretendia oferecer remessas personalizadas com drones no prazo de cinco anos.

Apesar das intensas restrições de uso do espaço aéreo na China, o grupo Alibaba foi autorizado a iniciar testes para que os compradores possam receber as compras no prazo de uma hora.

O site Taobao.com, que controla cerca de 97% do mercado chinês de compra e venda entre internautas, conseguiu a autorização em colaboração com a companhia de remessas postais YTO Express, que obteve as permissões burocráticas obrigatórias para iniciar os testes.

A China só permite de forma muito limitada o uso civil de drones, como o pequeno robô de quatro hélices usado pelo Tobao.com, para fins de operações de resgate e de observação (esta semana, por exemplo, o Diário Oficial 'Shanghai Daily' começou a publicar fotos tiradas com o aparelho).

O espaço aéreo no país é controlado pelas forças militares, que já chegaram a bloquear rotas regulares de voos comerciais, como ocorreu no verão do ano passado em uma medida que afetou milhares de voos para Shangai e mais uma dúzia de cidades importante durante várias semanas.

Em 2013, uma padaria de Shangai teve de suspender o plano de entregas com drones diante da pressão da polícia local que temia riscos do uso público do equipamento.Problemas semelhantes são enfrentados também nos Estados Unidos e outros países, onde as regras são mais flexíveis.

 

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