Dutos geram controvérsia entre Corinthians e Odebrecht

O custo de remoção dos dutos da Petrobras da área onde será construído o estádio do Corinthians, o Itaquerão, na zona leste da capital paulista, ainda é assunto controverso entre o Corinthians e a Odebrecht, responsável pela obra. Em cerimônia hoje da sanção da lei que autoriza a concessão de incentivos fiscais para a construção do estádio, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou que os gastos com a retirada dos dutos estão incluídos no valor total estimado para a obra, de R$ 820 milhões. Já o diretor-superintendente da Odebrecht em São Paulo, Carlos Armando Paschoal, disse que, pela informação de que dispõe, os custos não estão inseridos no orçamento total. A mudança de local dos dutos é estimada em R$ 25 milhões e já foi autorizada, desde junho, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

20 de julho de 2011 | 16h14

Em entrevista à imprensa, o presidente do Corinthians foi questionado se os gastos com a remoção dos dutos estavam incluídos no total estipulado para o estádio. "Ele está incluído, pode ficar despreocupado", respondeu. No final do evento, a mesma pergunta foi feita ao diretor-superintendente da Odebrecht, que minimizou a controvérsia diante do assunto. "A informação que eu disponho é de que não está incluído, agora, em face do que o presidente comentou, eu vou verificar", afirmou. "Tanto no nível dele como no meu nível, às vezes, há detalhes que nos escapam. É realmente um detalhe na dimensão desse projeto", acrescentou.

O representante da construtora salientou, no início do evento, que os dutos não fazem parte do escopo do contrato entre a Odebrecht e o Corinthians, que será assinado na próxima semana, e acredita que eles devem ser retirados no próximo mês, por uma empresa contratada da Transpetro (subsidiária de transportes da Petrobras).

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