Dutra acha 'normal' indicação política para Petrobras

Em seu discurso de posse na presidência da BR, José Eduardo Dutra afirmou que indicações políticas para cargos na Petrobras são normais. "Desde que a Petrobras existe, todos os presidentes têm respaldo do governo. E isso não vai mudar", disse, em rápida entrevista concedida após receber os cumprimentos dos presentes. "Mas o que importa é se o nomeado tem capacidade técnica", afirmou, dizendo que se sente capacitado a trabalhar na presidência da BR Distribuidora. A opinião foi respaldada pelo presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que, em seu discurso, listou uma série de realizações de Dutra entre 2003 e 2005, período em que este comandou a estatal - como a política agressiva de compras de áreas exploratórias, o retorno à petroquímica e a entrada no mercado de gás de cozinha com a compra da Liquigás. "Quando chegamos à Petrobras houve um furor tanto em relação ao sindicalista, ex-senador como presidente da companhia, quanto em relação a um professor universitário maluco que era só acadêmico como diretor-financeiro. Mas mostramos que a empresa tem uma dinâmica importante, que tem perspectiva para crescer", afirmou Gabrielli, referindo-se a Dutra e a si mesmo, respectivamente. Em seu discurso, Dutra classificou tais comentários como "discriminatórios". Questionado se aceitaria uma indicação sem experiência técnica para compor sua diretoria na BR, Dutra respondeu que "isso nunca vai acontecer". O cargo de diretor-financeiro está vago e será ocupado interinamente pelo próprio presidente da companhia.

Nicola Pamplona e Kelly Lima,

24 de setembro de 2007 | 21h32

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