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É do interesse econômico do Reino Unido ser parte da UE, diz premiê

Cameron rechaçou críticas de que o seu veto às mudanças no tratado do bloco possa isolar o governo britânico e disse que país ainda terá papel de liderança em assuntos do seu interesse

Álvaro Campos, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2011 | 15h29

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse nesta segunda-feira, 12, que não teve outra opção a não ser vetar uma proposta para alterar o tratado da União Europeia, durante a reunião de cúpula realizada na sexta-feira passada. França e Alemanha queriam aumentar a fiscalização sobre os orçamentos nacionais e impor sanções automáticas contra países que descumprem as metas de déficit e dívida pública.

Segundo Cameron, os líderes da UE rejeitaram salvaguardas "modestas" exigidas pelos britânicos para proteger o setor de serviços financeiros. Mas o premiê afirmou que o Reino Unido permanece uma parte ativa da UE e que a votação da semana passada não altera isso. "Eu fui para Bruxelas com o objetivo de proteger os interesses nacionais da Grã-Bretanha e foi isso que eu fiz", disse ele em um discurso no Parlamento.

Críticos afirmam que o veto do Reino Unido às mudanças no tratado deixou o país isolado, já que os outros 26 membros da UE devem assinar um acordo intergovernamental, burlando a oposição britânica. Mas Cameron afirma que qualquer novo acordo poderia ter alterado os tratados atuais, alterando a legislação que é de interesse dos britânicos. "Alterar a natureza da UE fortalece a zona do euro sem medidas compensadoras para o fortalecimento do mercado único", argumentou.

Cameron rechaçou críticas de que seu veto vai isolar o Reino Unido, afirmando que o país ainda terá um papel de liderança em assuntos do seu interesse, como a ampliação da UE e o mercado único.

Uma pesquisa publicada hoje pelo jornal Times mostra que a postura de Cameron tem apoio público, com 57% dos entrevistados afirmando que ele agiu certo ao vetar a mudança no tratado. Mesmo assim, 56% acreditam que isso deve reduzir a influência do Reino Unido na UE.

As informações são da Dow Jones.

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