‘É preciso um sinal claro e forte do lado fiscal’, diz Zeina Latif

A economista acredita que dentre as prioridades econômicas do novo governo está o compromisso firme com a responsabilidade fiscal

Bianca Ribeiro, do Economia & Negócios,

25 de outubro de 2010 | 11h57

Em entrevista ao portal Economia & Negócios na TV Estadão, a economista-sênior para a América Latina, Zeina Latif, falou sobre os desafios do novo governo. A maioria deles é antiga, mas seguem fundamentais para equacionar o problema mais agudo do momento, que é a valorização cambial.

Para a economista, a agenda precisa focar medidas microeconômicas para resolver o impasse. Tratar de entraves tributários, trabalhistas e burocráticos pode contribuir para dar competitividade ao setor produtivo brasileiro e proteger a indústria dos efeitos nocivos da baixa da moeda norte-americana. "O câmbio por si só não segura o crescimento econômico", diz.

A economista também avalia que considerando as condições macroeconômicas do País já há espaço para uma trajetória declinante do juro básico. "Talvez haja uma gordura nas taxas de juros" , diz, lembrando que novos cortes poderiam ocorrer a partir do ano que vem para levar o juro básico para uma taxa de equilíbrio. Segundo Zeina, esse número seria algo em torno de 6% em termos reais. Ela lembra, no entanto, que no curto prazo o Brasil ainda se debate com pressões inflacionárias. "Juro alto é a manifestação de uma economia que tem dificuldades para crescer", lembra a economista.

Ao tratar especificamente sobre o poder de crescimento da economia brasileira, a economista avalia que o PIB potencial do País já passou dos 4,4% e já poderia se equilibrar em 5,5%, sem pressões inflacionárias. Vale lembrar que o Ministério da Fazenda elevou recentemente sua previsão para o crescimento médio brasileiro para 5,9% ao ano ao longo dos próximos cinso anos.

Veja a entrevista completa nos vídeos abaixo:

Vamos continuar vendo uma enxurrada de dólares’

 

‘O Brasil gasta sem ter noção de custo e de retorno’ 

‘É preciso um sinal claro e forte do lado fiscal’ 

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