EADS considera inevitável alianças de fabricantes de aviões

Os fabricantes de aeronaves comerciais terão que formar alianças para compartilharem demanda insuficiente no setor no futuro, afirmou o presidente-executivo do grupo europeu EADS.

REUTERS

29 de abril de 2011 | 08h35

Haverá seis grandes fabricantes de aviões comerciais no futuro, conforme empresas da China, Rússia, Canadá e Brasil invadem o duopólio da Airbus e da Boeing no setor, disse Louis Gallois, em entrevista ao jornal espanhol Expansion.

"Não haverá demanda suficiente para todos e isso forçará alianças. A competição entre estes gigantes para selar acordos estratégicos vai ser mais dura e agressiva que a concorrência para venderem seus produtos", afirmou o executivo.

Gallois vê Embraer, a chinesa Comac, a canadense Bombardier e a russa UAC competindo com Airbus e Boeing nos segmentos de médio e longo alcances.

Acordos como a aliança da Bombardier com a Comac em aviões comerciais, anunciado em março, podem incentivar fabricantes de componentes a forjar alianças em um mercado com excesso de oferta.

"Pode ser uma boa ideia, há muitas delas (companhias auxiliares) e uma aliança pode reforçar suas posições em mundo cada vez mais competitivo."

Gallois, que vai deixar o cargo em um ano, não excluiu a possibilidade de um executivo espanhol assumir seu lugar, apesar de Alemanha e França deterem cerca de 22 por cento da EADS cada e a Espanha apenas 5,5 por cento.

"A companhia deveria esquecer nacionalidades quando se trata de formar sua equipe de administração", disse o presidente da EADS.

(Por Jonathan Gleave)

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