Economia deve desacelerar a partir do 2º trimestre, diz Mantega

Segundo o ministro da Fazenda, economia brasileira deve crescer com taxa compatível ao PIB de 4,5% projetado pelo governo para este ano

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

27 de maio de 2011 | 14h26

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta sexta-feira, 27, que, a partir do segundo trimestre deste ano, a economia deverá apresentar desaceleração com taxas condizentes com a projeção do Ministério da Fazenda de um avanço de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. O ministro fez a afirmação durante palestra que proferiu em almoço para empresários na Câmara de Comércio Brasil-França. "Não é para parar de crescer, mas para crescer moderadamente."

Mantega também reafirmou que o governo está empenhado em fazer a reforma tributária. No entanto, de acordo com ele, como há muitos interesses envolvidos, o governo optou por fazer uma reforma fatiada e já começou pelo ICMS. O ministro explicou que o Ministério da Fazenda já está em processo de discussão com os Estados, com o objetivo de reduzir a diferença entre as alíquotas praticadas e disse que há um consenso entre os governadores de que isso é possível. "Dá para se fazer essa reforma porque depende apenas de uma resolução do Senado, que é muito mais fácil do que uma Medida Provisória", disse o ministro.

Mantega falou ainda que está em discussão a redução da contribuição patronal da folha de pagamento. A sua avaliação é a de que o governo não pode assumir toda desoneração porque isso traria impacto de US$ 95 bilhões na arrecadação. "Estamos discutindo como diluir esse impacto e isso deve ser conseguido ainda este ano, dentro da agenda de competitividade", disse.

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