EDF aumenta pressão para adquirir controle da Edison

PARIS/MILÃO (Reuters)- A francesa EDF intensificou a pressão sobre os acionistas da italiana Edison para que aceitem os termos de uma nova proposta que daria ao grupo francês o controle da empresa italiana de gás e energia.

REUTERS

24 de outubro de 2011 | 15h30

A EDF se comprometeu a comprar as ações dos acionistas italianos da Edison em três anos, por um preço que não foi divulgado, em um negócio que envolveria também troca de ativos na área de energias renováveis.

A EDF, que controla a Edison juntamente com um grupo de investidores liderados pela companhia regional A2A e pela Iren, informou também que pedirá à agência reguladora de mercado para ficar isenta de fazer a proposta obrigatória pelas participações minoritárias na Edison, como parte da oferta.

A A2A, imediatamente, rejeitou o plano apresentado pela EDF.

"É totalmente inaceitável", disse Graziano Tarantini, presidente do Conselho de Supervisão do A2A.

A EDF e os investidores italianos na Edison têm até 31 de outubro para chegar a um acordo sobre uma nova estrutura acionária.

Depois dessa data, a Edison poderia ser dividida com a realização subsequente de uma oferta competitiva pelos ativos da companhia, a menos que as partes concordem em estender as negociações por uma terceira vez.

De acordo com a nova proposta, a EDF compraria ações dos acionistas da Edison a um preço "baseado no múltiplo do Ebitda de um amostra de empresas listadas comparáveis".

A EDF ainda ofereceu à A2A e à Iren a opção de comprar a usina hidrelétrica em Mese, por um preço justo, em três anos.

"Estou confiante de que chegaremos a um acordo acerca dessa proposta", disse o diretor de Finanças da EDF, Thomas Piquemal, ao acrescentar que a EDF só aceitará estender as negociações após 31 de outubro se tiver certeza de que um acordo pode ser fechado.

(Por Marie Maitre)

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