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Wilton Junior /AE
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Eike Batista cria sua 10ª empresa, agora na área de alimentação

A NRX, joint venture com a multinacional Newrest, vai fornecer serviços de alimentação a aeroportos e plataformas de petróleo

Glauber Gonçalves, de O Estado de S. Paulo,

27 de dezembro de 2011 | 22h54

RIO - O empresário Eike Batista anunciou hoje a criação de sua décima empresa, num claro sinal de que seu ímpeto por espalhar negócios pelos mais diferentes setores da economia segue firme.

Depois da sua incursão no mundo do entretenimento e dos esportes anunciada com pompa este mês, o bilionário agora mira o segmento de alimentação e hotelaria voltado para instalações offshore, de olho nas oportunidades que o crescimento da indústria petrolífera vai gerar no País.

A nova empresa X, letra usada como marca das companhias de Eike, é a NRX, joint venture com o grupo multinacional Newrest, que já atua em 46 países oferecendo serviços de catering (refeições) e deve faturar US$ 800 milhões este ano. Na nova empreitada, Eike vai atuar ainda nos segmentos de catering aéreo e ferroviário e na prestação de serviços também para instalações onshore (em terra), além de limpeza.

O empresário, porém, não deve encontrar facilidades pelo caminho, afirma o diretor superintendente da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc), Antonio Guimarães. Na avaliação dele, a falta de experiência do Grupo EBX no setor e o pouco conhecimento que o Grupo Newrest tem do mercado brasileiro podem ser obstáculos ao avanço da nova empresa.

"É dificílimo entrar. Muitas empresas de grande gabarito internacional, como a americana Aramark, tentaram entrar aqui várias vezes e não conseguiram", diz. Uma saída, segundo Guimarães, seria a aquisição de uma empresa brasileira, para adquirir, com ela, o conhecimento do mercado local. Essa foi a estratégia adotada no caso da IMX, joint venture de esportes e entretecimento da EBX com a multinacional IMG, que recentemente comprou a Brasil1.

Plataformas

O segmento mais promissor, para especialistas, é o offshore, já que a exploração do pré-sal vai exigir a entrada de uma série de novas plataformas em operação. O crescente número de profissionais trabalhando em alto-mar vai exigir serviços de acomodação e alimentação adequados.

"Não vai faltar mercado", diz Isnard Marshall, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Com o volume de investimentos previsto para os próximos anos, toda a cadeia atrelada ao setor de óleo e gás acabará sendo beneficiada, do catering à operação de helicópteros. E nós estamos atrasados para fazer frente aos compromissos da Petrobrás no que tange a parte de produção e exploração", avalia.

Em maio, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, estimou que, até 2020, a estatal terá de triplicar o número de plataformas na exploração e produção de campos do pré-sal, passando para 53, somente neste segmento. Além disso, Eike tem um mercado de reserva. A OGX, empresa de petróleo do empresário, prevê que precisará de 48 plataformas offshore até 2019.

A NRX não revelou valores de investimentos ou detalhes dos planos, mas estima que o setor movimente cerca de R$ 13 bilhões no Brasil. O plano é treinar mil profissionais nos próximos cinco anos. "Com a NRX-Newrest, vamos elevar para outro patamar esse mercado em expansão no Brasil", disse Eike Batista, em comunicado.

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