Eike Batista não vai participar do aumento de capital da MPX

Empresário reduziu sua fatia na empresa para 29% e a tendência é que a participação se reduza para 24%

Irany Tereza, da Agência Estado,

14 de agosto de 2013 | 13h55

RIO - O presidente da MPX, Eduardo Karrer, iniciou a teleconferência com analistas para comentar os resultados da empresa dizendo que a companhia teve um trimestre difícil, especialmente por conta do estágio final de algumas plantas de geração de energia.

"A MPX teve um trimestre difícil, mas temos bons sinais de crescimento", disse o executivo lembrando, como "um marco importante" da empresa a recente mudança no bloco de controle, por meio da qual a E.On elevou para 36,2% sua participação enquanto Eike Batista reduziu sua fatia para 29%.

Karrer declarou, "de maneira realista", que Eike Batista não irá participar do aumento de capital em curso na empresa e disse que a tendência é que a participação do empresário caia para 24%. O primeiro período de subscrição de ofertas para o aumento de capital começou hoje. Segundo Karrer, o controle deve continuar a ser exercido pela E.On e Eike Batista.

Resultado

A MPX teve, no segundo trimestre, prejuízo de R$ 233,2 milhões e EBITDA negativo de R$ 38,6 milhões. Os números, conforme destacou há pouco o presidente da empresa, Eduardo Karrer, foram impactados por discussões regulatórios com a Agência Nacional de Energia Elétrica. "Temos três temas em discussão com a Aneel e um com o Ministério das Minas e Energia", disse Karrer, que previu para este segundo semestre a conclusão das negociações

Indicado para a vice-presidência da MPX pela E.On, Frank Possmeier participou da teleconferência com analistas para comentar os resultados da empresa. O executivo comentou o processo de renegociação da dívida da companhia, que fechou o segundo trimestre com dívida bruta consolidada de R$ 5,733 bilhões, um aumento de 5% frente à posição de 31 de março de 2013.

A dívida de curto prazo é de aproximadamente R$ 2,6 bilhões. Segundo a direção da companhia, R$ 1,1 bilhão desse total referem-se a projetos em curso. O restante R$ 1,5 bilhão está em processo de renegociação. Este mês, a companhia prevê pagar R$ 100 milhões da dívida de curto prazo. Outros R$ 350 milhões serão refinanciados com emissão de debêntures da planta de Itaqui, em outubro. Cerca de R$ 1 bilhão será renegociado no ano que vem, pela holding.

Possmeier destacou os projetos de Parnaíba, Itaqui e Pecém-II, declaramdo que para o terceiro trimestre as perspectivas são boas, de uma operação "muito estável". Destacou ainda o programa de redução de custos e despesas, que resultou num recuo de de 13% dos dispêndios.  

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