Eike Batista se reúne com 1200 empresas alemãs

Objetivo do encontro era captar parceiros para os investimentos do grupo EBX no Brasil

Daniela Amorim, da Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 15h20

O presidente do Brazil Board, Stefan Zoller, disse nesta segunda-feira, 19, durante o Encontro Econômico Brasil - Alemanha, no Rio, que o presidente do Grupo EBX, Eike Batista, esteve reunido no último sábado com uma delegação de representantes das 1200 empresas alemãs instaladas no Brasil. Segundo ele, o objetivo era captar parceiros para os investimentos do grupo EBX no País. "Estivemos em uma delegação com o Eike para saber com quais de suas empresas é possível ter uma maior cooperação e chegamos a uma conclusão completa do que é possível fazer no futuro", disse Zoller, sem citar quais empreendimentos estariam na mira dos alemães.

Mais cedo, Eike Batista falou que torce para que a Fraport, empresa alemã que administra o aeroporto de Lima, ganhe a concessão para administrar um dos aeroportos brasileiros. A companhia alemã convidou o empresário para se unir a ela na rodada de licitações, mas Eike não disse se aceitou o convite e que há apenas uma conversa informal.

Eike Batista disse ainda que poderia negociar o gás descoberto pela OGX, braço de petróleo e gás do Grupo EBX, para alguma indústria de fertilizantes. Segundo o empresário, a OGX e a Petrobras serão responsáveis por US$ 150 bilhões da balança comercial brasileira até 2020. "A participação da OGX seria de uns US$ 60 bilhões", calculou o bilionário brasileiro.

Durante o evento Eike conclamou os empresários alemães a investirem no Brasil, instalando indústrias nas cercanias do Porto do Açu, um de seus maiores empreendimentos.

"O Porto do Açu permite a vocês entrarem no Brasil por um porto do jeito que vocês conhecem, com segurança energética, com possibilidade de ter energia 30% mais barata", assinalou. "Vocês foram muito tempo para Mumbai e Xangai. Agora vocês têm que fazer Frankfurt - Rio, Frankfurt - São Paulo".

Eike chamou a atenção para o Brasil ter um nível de endividamento baixo tanto do Estado quanto de pessoas físicas. "Estamos em uma situação inversa à dos Estados Unidos e Europa, onde vão ter que apertar os cintos por, no mínimo, uma década".

Entre os setores na mira do empresário brasileiro estão o de motores a diesel e turbinas. Mas o empresário admite que a preferência ainda é por empresas de petróleo e gás.

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