Eike Batista se reúne com empresários alemães

O presidente do Brazil Board, Stefan Zoller, disse hoje, durante o Encontro Econômico Brasil - Alemanha, no Rio de Janeiro, que o presidente do Grupo EBX, Eike Batista, esteve reunido no último sábado com uma delegação de representantes das 1200 empresas alemãs instaladas no Brasil. Segundo ele, o objetivo era o de conseguir parceiros para os investimentos do grupo EBX no País. "Estivemos em uma delegação com o Eike para saber com quais de suas empresas é possível ter uma maior cooperação e chegamos a uma conclusão do que é possível fazer no futuro", disse Zoller, sem citar quais empreendimentos estariam na mira dos alemães.

DANIELA AMORIM, Agencia Estado

19 de setembro de 2011 | 16h43

Mais cedo, Eike Batista falou que torce para que a Fraport, empresa alemã que administra o aeroporto de Lima, ganhe a concessão para administrar um dos aeroportos brasileiros. A companhia alemã convidou o empresário para se unir a ela na rodada de licitações, mas Eike não disse se aceitou o convite e que o que houve foi apenas uma conversa informal.

Eike Batista disse ainda que poderia negociar o gás descoberto pela OGX, braço de petróleo e gás do Grupo EBX, para alguma indústria de fertilizantes. Segundo o empresário, a OGX e a Petrobras serão responsáveis por US$ 150 bilhões da balança comercial brasileira até 2020. "A participação da OGX seria de uns US$ 60 bilhões", calculou o bilionário brasileiro.

Durante o evento Eike conclamou os empresários alemães a investirem no Brasil, instalando indústrias nas cercanias do Porto do Açu, um de seus maiores empreendimentos. "O Porto do Açu permite a vocês entrarem no Brasil por um porto do jeito que vocês conhecem, com segurança energética, com possibilidade de ter energia 30% mais barata", assinalou. "Vocês foram muito tempo para Mumbai e Xangai. Agora vocês têm de fazer Frankfurt-Rio, Frankfurt-São Paulo".

Eike chamou a atenção para o fato de o Brasil ter um nível de endividamento baixo tanto do Estado quanto por parte das pessoas físicas. "Estamos em uma situação inversa à dos Estados Unidos e da Europa, onde vão ter de apertar os cintos por, no mínimo, uma década". Entre os setores na mira do empresário brasileiro estão o de motores a diesel e turbinas. Mas o empresário admite que a preferência ainda é por empresas de petróleo e gás.

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