Eike Batista venderá ações de até US$ 50 mi da OSX

A OSX disse que seu acionista controlador, Eike Batista, informou que promoverá a venda organizada em Bolsa de valores de ações de sua titularidade, num montante financeiro de até US$ 50 milhões, respeitando-se um porcentual mínimo de ações que lhe assegure participação na companhia superior a 50%.

FÁTIMA LARANJEIRA, Agencia Estado

27 de agosto de 2013 | 10h06

A referida venda terá dois objetivos: realização de novo exercício parcial da Put pela empresa em montante de até US$ 50 milhões e cumprir com a obrigação de enquadramento do free-float conforme exigido pela Bovespa, com base no seu Regulamento de Listagem do Novo Mercado. Segundo a empresa, com a realização da Put todos os recursos levantados pelo acionista controlador com a referida venda de ações serão revertidos integralmente em benefício da companhia.

"Nesse sentido, foi aprovado pelos membros do Conselho de Administração da companhia o exercício da referida Put no valor equivalente em reais a até US$ 50 milhões (em uma ou mais tranches), tendo por objetivo dotar a companhia com os recursos necessários para o equacionamento de seus compromissos gerais, conforme recomendação de sua diretoria", informa a OSX em fato relevante divulgado nesta terça-feira, 27.

A OGX Petróleo e Gás Participações informa que desistiu da aquisição dos blocos BAR-M-213, BAR-M-251, BAR-M-389, CE-M-663, FZA-M-184, PN-T-113, PN-T-114, PN-T-153 e PN-T-168, ganhos pela companhia sem consórcio com outras empresas na 11ª Rodada de Licitações promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Pela desistência, a empresa deverá arcar com o pagamento de uma penalidade no valor estimado de R$ 3,420 milhões.

A companhia resolveu prosseguir com o pagamento do bônus de assinatura e da celebração dos contratos de concessão relativos aos Blocos CE-M-603, CE-M-661, POT-M-762 e POT-M-475, ganhos através de consórcios formados com ExxonMobil, TOTAL E&P e Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP).

Segundo a empresa, a decisão leva em conta seu novo plano de negócios, resultante da suspensão do desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, com a qual a diretoria executiva decidiu reavaliar a estratégia de "exposição a novos riscos exploratórios".

"Nesse processo a diretoria executiva concluiu não ser recomendável, no momento atual, assumir risco exploratório de novas áreas, em relação as quais não tenha logrado formar consórcios com outras empresas, através do que seria possível mitigar o risco exploratório", informa em fato relevante.

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