Eletrobras apresenta proposta por 21,35% da EDP

A Eletrobras confirmou nesta sexta-feira que apresentou proposta não vinculante para aquisição de 21,35 por cento do capital social da EDP - Energias de Portugal, detidas pela Parpública, segundo comunicado.

REUTERS

21 de outubro de 2011 | 21h07

A Parpública é uma sociedade portuguesa que representa a participação do governo na empresa de energia.

Em nota à imprensa, a estatal brasileira de energia elétrica explicou que os termos da proposta não podem ser divulgados devido a um acordo de confidencialidade, mas que a oferta é dividida em três segmentos: financeiro, plano de investimentos e governança.

"Montamos uma proposta equilibrada, de acordo com a nossa visão de futuro conjunto da EDP e da Eletrobras", disse o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, no comunicado.

Para o executivo, as duas empresas possuem sinergias estratégicas importantes em nível global e ter uma participação significativa na empresa portuguesa permitirá à brasileira "dar um salto no seu processo de internacionalização com a entrada nos mercados norte-americano, onde a EDP possui uma operação composta por usinas eólicas, e europeu".

Carvalho ressaltou que as duas empresas são sócias em empreendimentos, como as hidrelétricas Lajeado e Peixe Angical, ambas no Estado do Tocantins.

Mais cedo, o presidente da Energias do Brasil (EDP Brasil), subsidiária do grupo português, Antônio Pita de Abreu, havia afirmado a jornalistas que o governo de Portugal havia recebido propostas de uma empresa chinesa e da estatal brasileira.

A mídia portuguesa tem noticiado que haveria vários grandes grupos internacionais interessados em comprar uma participação na EDP.

Além da Eletrobras, estariam de olho em uma fatia da empresa de Portugal os alemães da RWE e da E.ON e os franceses da EDF e da GDF Suez, bem como a chinesa China Power Internacional.

A argelina Sonatrach e o fundo soberano IPIC, do Abu Dhabi, no passado mostraram-se disponíveis para aumentar as suas posições na EDP para além dos atuais 2 e 4 por cento, respectivamente.

A espanhola Iberdrola, maior acionista privada, com 6,8 por cento da EDP, não deverá aumentar a sua participação, segundo analistas.

Do mesmo modo, a espanhola Gas Natural decidiu não concorrer à fatia da EDP, para quem, as condições estabelecidas não eram corretas, segundo uma fonte da empresa.

(Reportagem de Fábio Couto)

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