Eletrobras e Q. Galvão vão construir usina na Nicarágua

O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, disse hoje que a companhia iniciará em novembro a construção da hidrelétrica de Tumarim, na Nicarágua, de 250 megawatts (MW), a primeira da estatal fora do Brasil. No projeto, a Eletrobras vai entrar com 50% de participação. Os outros 50% ficarão a cargo da Queiroz Galvão. O investimento será de US$ 700 milhões. Segundo ele, o projeto prevê que toda a energia gerada seja consumida na América Central.

KELLY LIMA, Agencia Estado

24 de agosto de 2010 | 14h19

Muniz afirmou ainda que dentro do processo de internacionalização da companhia, o superintendente da área internacional da Eletrobras, Sinval Gama, está hoje no Peru negociando o projeto de construção da hidrelétrica de Inambari. A usina será privada e deve contar também com a participação da empresa OAS. Ainda está sendo discutida a participação de cada sócio. A usina é a primeira de cinco que estão projetadas para serem construídas no Peru, com participação da Eletrobras e da estatal de energia peruana. Ao contrário da Nicarágua, onde a energia será consumida localmente, nas usinas peruanas há perspectiva de exportação do excedente para o Brasil.

Em entrevista durante seminário promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ, Muniz também destacou que a negociação que está sendo travada pelo representante da Eletrobras no Peru prevê um acerto sobre qual parcela deverá ser exportada para o Brasil. Se isso ficar acertado, haverá necessidade de construção de uma linha de transmissão ligando os dois países. "Estamos preocupados não só em investir, mas em viabilizar a integração energética na América Latina. É uma relação de ganha-ganha", afirmou Muniz.

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