Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Eletrobrás espera vender R$ 4,6 bilhões em participações

Propósito é aproveitar condições de venda de ativos e pagar dívidas

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2016 | 18h09

RIO - A Eletrobrás espera vender R$ 4,6 bilhões em participações em sociedades de propósito específico (SPE) em 2017, segundo o presidente da empresa Wilson Ferreira Júnior, que apresenta nesta sexta-feira 18, o Plano de Negócios para o período de 2017 a 2021 na sede da estatal, no centro do Rio de Janeiro. O potencial total de desinvestimento é de R$ 5,173 bilhões, estimativa que não inclui as distribuidoras.

Segundo o executivo, dos R$ 4,6 bilhões que serão vendidos das SPEs, R$ 2,4 bilhões serão de participações que serão assumidas das controladas pela controladora para pagar dívidas com a holding e serão oferecidas ao mercado em seguida. Os demais R$ 2,2 bilhões serão vendidos diretamente pelas controladas.

A ideia é aproveitar as melhores condições de venda e a hidrelétrica de Santo Antônio pode ser uma boa oportunidade, porque as suas controladoras - Andrade Gutierrez, Odebrecht e Cemig - buscam um sócio, segundo Ferreira Júnior. Furnas possui 39% de participação na hidrelétrica.

A visão do presidente da Eletrobrás é que, se fosse oferecer sozinha a sua parte em Santo Antonio ao mercado, a estatal conseguiria um valor menor do que neste cenário atual, em que é favorecida pela cláusula de tag along, porque o comprador tende a pagar um prêmio pelo controle da usina e favorecer os sócios minoritários nessa oferta.

Celg. O presidente da Eletrobrás destacou também o potencial de venda da distribuidora de energia de Goiás (Celg), que não está incluída na estimativa de arrecadação de R$ 5,173 bilhões com desinvestimento. O valor mínimo da venda é de R$ 913 milhões, mas o executivo disse esperar uma arrecadação melhor. Segundo ele, quatro empresas demonstraram interesse em concorrer pela Celg, que vai a leilão no fim deste mês.

Além da venda de ativos, a Eletrobrás quer economizar R$ 1,7 bilhão ao ano com mudanças na organização que devem garantir mais eficiência operacional à companhia. Parte desse ganho será com o Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI), que deve gerar economia de R$ 920 milhões por ano, disse. O número de empregados, excluindo distribuidoras, vai passar de 18,7 mil para 13,04 mil, com dois planos: para quem está em fase de aposentadoria e para os demais, que devem gerar desligamentos nos dois próximos anos. A ideia é ainda reestruturar a organização, reduzindo o número de funções gerenciais de 228 para 98. 

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