Eletrobrás estuda reabertura de bônus no exterior

A Eletrobrás pretende captar 2 bilhões de reais no próximo ano para fazer frente aos investimentos previstos de 7,9 bilhões de reais, informou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Astrogildo Quental.

DENISE LUNA, REUTERS

11 de dezembro de 2009 | 18h24

Segundo ele, a preferência é por captações em dólar, para criar um hedge natural dos recebíveis que a estatal possui da usina hidrelétrica binacional Itaipu. Assim, a companhia estuda reabrir seu bônus no exterior com vencimento em 2019.

"Pedimos autorização para o Conselho (de Administração) e ele deve resolver isso dia 21", disse o executivo à Reuters, explicando que ainda avalia qual a melhor maneira de captação.

Outra alternativa é o acesso a uma linha cambial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nunca antes usada pela Eletrobrás.

Mais cedo nesta sexta-feira, o IFR --uma publicação da Thomson Reuters-- informou que a Eletrobrás avalia captar 500 milhões de dólares ou mais com a reabertura do bônus no exterior com vencimento em 10 anos.

Segundo o IFR, no momento, os títulos são negociados em cerca de 106,50 a 107,50 por cento de seu valor de face, com rendimento de 6 por cento. A reabertura poderia trazer um yield de 6,25 por cento ou menos.

Quental afirmou que a eventual captação deverá ocorrer apenas em janeiro.

"(O Conselho) autorizando nós vamos decidir qual modelo vamos usar, ou se vamos usar alguns... Tem também os organismos multilaterais, estamos avaliando ainda", reforçou.

Segundo Quental, uma das vantagens da reabertura do bônus seria conseguir condições parecidas com as da captação inicial. "O Tesouro Nacional várias vezes reabriu bônus no exterior, porque mantém as condições", afirmou.

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