Wilton Junior/Estadão
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Eletrobrás reverte lucro e tem prejuízo de R$ 1,726 bilhão em 2017

No último trimestre do ano, o prejuízo da empresa caiu 36% ante o mesmo período de 2016, para R$ 3,998 bilhões

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

27 Março 2018 | 08h14

A Eletrobrás encerrou o ano de 2017 com prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão, revertendo lucro líquido no ano anterior de R$ 3,513 bilhões. No quarto trimestre, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 3,998 bilhões, 36% menor que o apurado no mesmo intervalo de 2016. O resultado atribuído aos controladores correspondeu a perdas de R$ 1,763 bilhão nos últimos três meses do ano, queda de 48%. 

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Conforme destacou a companhia, os resultados foram influenciados, principalmente, pelas provisões operacionais e o fraco desempenho do segmento de distribuição. Por outro lado, os números de 2016 foram influenciados, principalmente, pela Contabilização da Remuneração relativa aos créditos da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE).

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No critério gerencial, que exclui a distribuidora já vendida Celg D, receita de transmissão com RBSE, Plano de Aposentadoria Extraordinário (PAE), despesas com investigação independente e provisões, o prejuízo líquido do trimestre foi de R$ 491 milhões, 155% inferior ao apresentado entre outubro e dezembro de 2016. No consolidado do ano de 2017, a estatal elétrica obteve lucro líquido de R$ 178 milhões, 22% inferior ao lucro gerencial de R$ 229 milhões de 2016.

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Somente no quarto trimestre, as provisões  superaram os R$ 6,2 bilhões, totalizando R$ 5,7 bilhões no exercício. Já o resultado do segmento de Distribuição ficou negativo no montante líquido de R$ 1,63 bilhão. No ano, a área, que deve ser vendida nos próximos meses, somou um prejuízo de R$ 4,179 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Eletrobrás ficou negativo em  R$ 3,54 bilhões no quarto trimestre, 48% abaixo dos R$ 6,782 bilhões negativos anotados um ano antes. Em 2017, a linha alcançou R$ 6,744 bilhões positivos, queda de 66% frente o exercício anterior. Pelo critério gerencial, o Ebitda somou R$ 568 milhões nos últimos três meses do ano passado, queda de 42%, totalizando R$ 5,55 bilhões no ano, alta de 44%.

A receita operacional líquida caiu 9% entre outubro e dezembro na comparação com igual período do ano passado, para R$ 11,029 bilhões, chegando a R$ 37,8 bilhões no acumulado de 2017, baixa de 37%. No critério gerencial, a receita cresceu 45% no trimestre, para R$ 9,23 bilhões, atingindo R$ 30,8 bilhões no ano, alta de 21%.

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