Eletrobras: 'se relicitar concessões, País vai parar'

O presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, é contrário à ideia de licitar as concessões do setor elétrico que vencem a partir de 2015. Se isso ocorrer, diz ele, as empresas perdem os ativos e ficam só com o quadro de técnicos. "Se relicitar todas as concessões ao mesmo instante, com todas as querelas, o País vai parar", alerta o executivo.

KARLA MENDES, Agencia Estado

24 de novembro de 2011 | 11h15

Segundo Carvalho Neto, os investimentos do grupo Eletrobras que ainda não foram amortizados somam R$ 37 bilhões. Esse valor representa mais que o dobro dos R$ 16 bilhões acumulados no fundo da Reserva Global de Reversão (RGR), encargo criado há mais de 50 anos para este fim e que foi utilizado para outros propósitos, como o programa social "Luz para Todos".

"Ou seja, a reserva global, de R$ 16 bilhões, é insuficiente para pagar os ativos só da Eletrobras", ressaltou Carvalho Neto. Na avaliação dele, todas essas questões devem ser consideradas na hora de decidir qual solução será dada às concessões que vencem em 2015.

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