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Eletropaulo aumenta investimentos para evitar apagões

Depois da sequência de apagões ocorridos entre o fim de 2009 e o início deste ano, a AES Eletropaulo decidiu reforçar os investimentos feitos em sua área de concessão, na Grande São Paulo. Até o ano que vem, a companhia vai aplicar R$ 1,4 bilhão em novas subestações, linhas de transmissão, rede de distribuição e manutenção. O valor é 40% superior ao do biênio 2008/2009. No ano passado, os indicadores de qualidade de energia da distribuidora registraram piora significativa, assim como o resto do Brasil. O DEC, que mede o tempo que os consumidores ficam sem energia, subiu de 9,2 horas para 11,85 horas. Em 2007, era de 8,9 horas e, em 2006, de 7,87 horas.

AE, Agencia Estado

19 de agosto de 2010 | 09h22

O problema é que desde o início do ano a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou o critério para punir quem descumpre metas de qualidade dos serviços. Agora, as empresas são obrigadas a ressarcir o consumidor pelo tempo sem luz. Só no primeiro semestre a AES Eletropaulo desembolsou R$ 16,9 milhões por causa dos apagões.

Para evitar que a conta suba, a empresa decidiu agir. Uma das frentes atacadas é a equipe de emergência, que faz o trabalho de religamento da rede. Segundo o diretor executivo de Operações da distribuidora, Sidney Simonaggio, o contingente foi elevado em 40%. No total, 1.200 novos profissionais foram treinados e vão trabalhar - a maioria - em empresas terceirizadas.

A área responsável pela poda de árvores também recebeu atenção especial. O volume de serviços, que no ano passado foi de 140 mil podas, deverá atingir 340 mil em dezembro. Até agora já foi realizado o mesmo número de podas de 2009. Segundo Simonaggio, 61% dos desligamentos da AES Eletropaulo têm origem na vegetação, como a queda de árvores sobre a rede elétrica. Só nas duas áreas, equipes de emergência e podas, serão investidos R$ 45 milhões. O grosso do dinheiro previsto para o biênio, no entanto, vai para obras mais robustas, como a construção de três novas subestações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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