Em 12 meses, inflação deve acumular alta de 6,8% no fechamento do trimestre

A projeção do Banco Central reduz-se em 2014, mantendo-se em 5,4% entre o segundo trimestre de 2014 e o primeiro de 2015

Adriana Fernandes, Célia Frofe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

27 de junho de 2013 | 09h37

BRASÍLIA - O IPCA acumulado em 12 meses vai fechar o segundo trimestre deste ano acima do teto de 6,5% da meta de inflação. É o que projeta o BC no cenário de referência do relatório trimestral de inflação. Pelo cenário, a estimativa de IPCA em 12 meses subiu de 6,7% para 6,8%. Nesse cenário, a projeção recua a partir do terceiro trimestre de 2013, quando fechará em 6,2%, ante 6% no relatório anterior. Pelas projeções do BC, a projeção encerra o ano em 6,0%.

A projeção reduz-se em 2014, mantendo-se em 5,4% entre o segundo trimestre de 2014 e o primeiro de 2015. Mas depois sobre para 5,5% no segundo trimestre de 2015, já no próximo governo. A probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o teto da meta subiu de 25% para 29%. Para 2014, o risco de estouro da meta subiu de cerca de 24% para em torno de 25%

PIB

O Banco Central projetou um crescimento de 3,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) acumulado em 12 meses até o final do primeiro trimestre do ano que vem. A previsão para este período é inédita. A autoridade monetária destacou que a taxa é 1,8 ponto porcentual superior à observada em igual período deste ano.

Todos os setores da economia, conforme o BC, vão auxiliar nesse desempenho melhor. A estimativa do Banco Central é a de que a produção agropecuária deverá aumentar 4,9% ante 3,9% vista no período de quatro trimestres finalizado em março de 2013. O crescimento da indústria está estimado em 2,5%. Na base de comparação, o setor registrou retração de 1,2%.

A indústria de transformação deve subir 3,2% e a da construção civil, 2,6%. A produção da indústria extrativa mineral, segundo o BC, deverá manter-se estável. Já o setor terciário deverá crescer 2,9% no período de quatro trimestres encerrado em março de 2014 ante 1,7% visto no mesmo tipo de comparação, no primeiro trimestre de 201.

O BC destacou os aumentos projetados para as atividades intermediação financeira, 2,4 p.p.; comércio, 2,3 p.p.; e transporte, 2,6 p.p., em linha com as perspectivas de crescimento do crédito e de melhora no desempenho dos setores primário e secundário.

No âmbito dos componentes domésticos da demanda agregada, a autoridade monetária projeta crescimento de 2,9% para o consumo das famílias (3% em quatro trimestres até março de 2013) e de 2,9% no consumo do governo. O BC projeta ainda aumento de 6,5% na FBCF, em linha com a perspectiva da indústria, especialmente no segmento de construção civil. Exportações e importações de bens e serviços devem registrar elevações respectivas de 6,6% e 5,8%, no período. As projeções acima apontam contribuição de 3 p.p. da demanda interna para o crescimento do PIB, e nula do setor externo.

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