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Em Angola, Dilma volta a criticar países desenvolvidos

Durante discurso, a presidente disse que parte do mundo desenvolvido continua trilhando 'caminho da insensatez' e que momento exige 'políticas macroeconômicas sadias'

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

20 de outubro de 2011 | 18h37

A presidente Dilma Rousseff voltou a criticar os países desenvolvidos na condução da crise econômica. "Parte do mundo desenvolvido continua trilhando o caminho da insensatez", disse a presidente nesta quinta-feira, 20, durante discurso na Assembleia Legislativa de Luanda.

Segundo a presidente, Angola, assim como o Brasil, apostou no crescimento atuando com políticas contracíclicas que privilegiaram ações sociais de combate à pobreza, desenvolvimento e criação de empregos.

"Nossos países fugiram do receituário conservador que tão bem conhecemos na América Latina por mais de 20 anos. Seguimos outro caminho", disse a presidente, acrescentando que o momento exige "políticas macroeconômicas sadias" para proteger as nações "do contágio da recessão e do desemprego".

Em um dos trechos do discurso, a presidente Dilma falou de improviso, o que não é de seu costume. Depois de lembrar que, em 2010, Angola foi o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros, a presidente disse que a presença de empresas brasileiras no país africano é um testemunho do esforço de fortalecer as relações comerciais e ampliar investimentos conjuntos.

Assim como fez em Moçambique, a presidente voltou a defender que as empresas brasileiras que atuam em Angola devem priorizar os moradores locais na hora de contratar mão de obra. "É isso que gostamos que façam no nosso país", disse. Outro "princípio" defendido pela presidente foi o de privilegiar parcerias com empresas locais. Além disso, a presidente defendeu a necessidade de "privilegiar e aceitar a orientação, os planos e os planejamentos dos países com os quais nós estamos cooperando fraternalmente".

A presidente acrescentou que as empresas brasileiras têm que respeitar as condições, as regras e as determinações que o governo legitimamente eleito de Angola estabelece para o país.

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