Divulgação
Divulgação

Em crise, Sharp decide sair do mercado de TVs nas Américas

Empresa enfrenta dificuldades de inovação dos produtos e decidiu vender a fábrica no México e licenciar a marca nas Américas

Reuters

31 de julho de 2015 | 13h54

TÓQUIO - A Sharp anunciou nesta sexta-feira, 31, que vai sair do negócio de TV nas Américas e vai ponderar mais medidas para fortalecer suas finanças, após divulgar um prejuízo trimestral pior que o esperado por vendas fracas de telas para smartphones.

A fabricante japonesa de eletrônicos disse que venderá sua fábrica no México e licenciará sua marca nas Américas para a chinesa Hisense Group. Em comunicado separado, a Hisense disse que pagará US$ 23,7 milhões pelo négocio.

A Sharp já foi uma fabricante muito lucrativa de TVs premium e fornecedora preferida de telas para a Apple, mas têm enfrentado dificuldades para inovar o bastante para combater rivais asiáticas.

"A Sharp não tem sido capaz de se adaptar totalmente à competição de mercado cada vez mais intensa, o que levou a lucros significativamente menores em comparação às projeções iniciais para o ano fiscal anterior, e vem sofrendo com desempenho fraco de resultados", disse a Sharp em comunicado explicando a venda do negócio de TVs.

Para o período de abril a junho, a Sharp contabilizou prejuízo operacional de 28,8 bilhões de ienes (US$ 231,87 milhões), ante lucro de 4,7 bilhões de ienes um ano antes. O resultado foi pior que a estimativa média de prejuízo de 21,2 bilhões de ienes entre 14 analistas conultados pela Reuters. O prejuízo líquido aprofundou-se para 34 bilhões de ienes ante 1,8 bilhão de ienes.

Tudo o que sabemos sobre:
Sharptelevisão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.