Embraer acerta venda de jatos executivos na China

A Embraer fechou acordo para vender até 20 jatos executivos para a chinesa Minsheng Financial Leasing, no que pode se transformar na primeira encomenda firme para a nova linha de produção da fabricante brasileira no país asiático.

REUTERS

19 de julho de 2011 | 17h56

O memorando de entendimentos assinado nesta terça-feira entre a Embraer e a Minsheng estabelece que poderão ser jatos de toda a linha de produtos da fabricante na aviação executiva, com sete modelos diferentes.

A expectativa é que todas as intenções de compra pela Minsheng sejam confirmadas nos próximos cinco anos, com entregas começando ainda em 2011, segundo comunicado da Embraer.

"Com este memorando de entendimentos, a Embraer consolida ainda mais sua presença no mercado de aviação executiva da China", destacou a fabricante.

A Embraer acertou em abril a continuidade de sua fábrica na cidade chinesa de Harbin, na província de Heilongjiang, adaptando a unidade para montagem dos jatos executivos Legacy 600 e 650.

A joint-venture chinesa da Embraer com a estatal Avic, criada em dezembro de 2002, produzia o avião comercial ERJ-145, de 50 assentos. Com a entrega do último ERJ-145 na carteira de pedidos na China há alguns meses, existia o risco de que a fábrica encerrasse suas operações.

A Embraer queria instalar na China uma linha de montagem para a aeronave Embraer 190, de 100 passageiros, mas a ideia enfrentou resistência do governo local, que está desenvolvendo um jato regional similar.

Além do Legacy 600 e do recém-lançado Legacy 650, a Embraer tem, na aviação executiva, os modelos Legacy 450, Legacy 500, Phenom 100, Phenom 300 e Lineage 1000 em seu portfólio.

A Minsheng Financial Leasing --subsidiária do China Minsheng Banking-- é uma das maiores empresas chinesas de leasing de aeronaves executivas.

APROVAÇÕES FINAIS NA CHINA

A equipe de vendas da Embraer já está oferecendo a potenciais clientes aviões Legacy para serem montados na China, disse à Reuters em meados de junho o presidente-executivo da fabricante, Frederico Curado.

Segundo Curado, a adaptação da fábrica na China ainda depende de aprovações finais que devem sair nos próximos meses. "Estamos caminhando com os sócios para preparar os treinamentos (dos funcionários) e o ferramental. Está caminhando bem", disse o executivo à época.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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