Ricardo Beccari/EMBRAER
Ricardo Beccari/EMBRAER

Embraer anuncia cerca de US$ 2,5 bi em pedidos de jatos

Companhia recebeu encomendas de quatro aéreas europeias e japonesas, além de dois clientes não divulgados; no segmento executivo, brasileira espera US$ 300 bilhões em compras até 2036

Luana Pavani, Wagner Gomes, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2017 | 11h15

A Embraer anunciou nesta terça-feira, 20, durante a 52ª edição do International Air Show, em Paris, cerca de US$ 2,5 bilhões em pedidos firmes e compromissos com seis empresas, sendo duas companhias europeias, duas japonesas e dois clientes "não divulgados". Além disso, a brasileira também informou que a demanda futura para jatos executivos pode resultar em compras de cerca de US$ 300 bilhões até 2036.

O pedido firme de um dos clientes não divulgados consiste em dez jatos E195-E2, com dez direitos de compra adicionais para o E190-E2. O pedido firme tem valor de US 666 milhões e será incluído na carteira da companhia do segundo trimestre de 2017.

A Embraer também assinou um compromisso com outro cliente não divulgado para a compra de 20 jatos E190-E2. O contrato, no entanto, está sujeito à documentação final pelo cliente. O valor desse pedido é de US 1,182 bilhão. Segundo comunicado divulgado hoje, com estes dois anúncios, os jatos E-Jets E2 acumulam 285 pedidos firmes, além de 445 opções, direitos de compra e cartas de intenção, totalizando 730 compromissos de companhias aéreas e empresas de leasing.

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A empresa fechou ainda negócios com companhias japonesas. A Fuji Dream Airlines fez pedido para até seis E175 e a Japan Airlines (JAL) assinou um pedido firme de um E190. O pedido firme da Fuji Dream Airlines (FDA) é de três jatos E175, que serão incluídos na carteira da Embraer do segundo trimestre. Há ainda direitos de compra para mais três, que se exercidos somam potencial estimado de US$ 274 milhões (preço lista).

A parceria com a FDA teve início há oito anos e a companhia possui 11 aeronaves da Embraer, três E170 e oito E175. Também a FDA estendeu para até oito anos o acordo para o programa Flight Hour (Pool) da Embraer, de peças de reposição para a cobertura da frota, incluindo estes novos pedidos.

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Por sua vez, o acordo com a Japan Airlines é de um pedido firme de E190 adicional, valor de US$ 50,6 milhões. O modelo está completando um ano de operações no país pela subsidiária J-AIR, que opera atualmente sete jatos E190 e 17 E170, com oito adicionais na carteira de pedidos. Este pedido firme também será incluído na carteira do segundo trimestre, informa a Embraer. 

Há ainda dois pedidos firmes E-Jet para a Belavia, Belarusian Airlines, no valor de US$ 99,1 milhões. A KLM Cityhopper, por sua vez, tem pedido firme para dois jatos E190 adicionais, com valor de US$ 101 milhões.

Demanda. A Embraer também prevê que a demanda de mercado mundial para o segmento de aeronaves entre 70 a 130 assentos ou mais seja de 6,4 mil novos jatos nos próximos 20 anos. A projeção, conforme a mais recente pesquisa de mercado da empresa, é de 2,28 mil unidades no segmento de 70 a 90 assentos e 4,12 mil unidades acima de 90 assentos. Essa demanda potencial representa compras com valor de cerca de US$ 300 bilhões até 2036.

Assim, conforme a previsão da Embraer, a frota mundial de jatos em serviço no segmento de 70 a 130+ assentos aumentará de 2,7 mil unidades em operação em 2016 para 6,71 mil em 2036. A estimativa é que o crescimento do mercado será responsável por 63% da demanda e a substituição de aeronaves antigas responderá pelos 37% restantes.

"Embora as perspectivas variem consideravelmente em cada região, os fatores que sustentam a demanda de mercado por jatos no segmento de 70 a 130+ assentos permanecem intactos, seja alimentando complexas redes nos principais aeroportos, seja explorando novos mercados e complementando as operações de narrow-bodies (aeronave de fuselagem estreita)", diz a Embraer, em nota à imprensa.

Por região, a América do Norte deverá responder por 32% das entregas (2.020 unidades), a área Ásia Pacífico por 27% (1.710 unidades); Europa, por 18% (1.150); América Latina, 11% (com 690 jatos); CEI 6% (390); África 3% (220) e Oriente Médio, também 3% (220).

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