Embraer deve disputar nova licitação nos EUA

Depois de vencer licitação em março e ter resultado anulado, presidente da Embraer diz que só não participará de nova concorrência nos EUA se requisitos forem alterados

Beth Moreira e Silvana Mautone, da Agência Estado,

27 de abril de 2012 | 10h07

SÃO PAULO - A Embraer deve participar da nova licitação a ser lançada pela Força Aérea dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano. "Só não participaremos se houver uma clara alteração nos requisitos da licitação", afirmou o presidente da Embraer, Frederico Curado.

Segundo ele, se os testes de voo forem exigidos novamente, o que a Embraer considera desnecessário, isso não será motivo para a empresa desistir de participar da licitação. "Se mantidos os requisitos, o Super Tucano deve emergir de novo como vencedor", afirmou, completando que a Embraer teve acesso a uma minuta preliminar do edital que deve ser divulgado nas próximas semanas.

A Embraer venceu a licitação em parceria com sua parceira americana Sierra Nevada, mas o resultado foi anulado em março, sob pressão de uma concorrente americana. 

China

Curado também disse que a Embraer já obteve as primeiras autorizações para fabricar jatos executivos na China. Segundo ele, não é possível prever com precisão quando a autorização final será concedida, mas acredita que isso ocorra até junho. A previsão anterior era que isso acontecesse no primeiro trimestre deste ano. "Já aprendemos a desenvolver uma paciência chinesa", disse o executivo.

Curado não soube precisar quais autorizações já foram dadas, porque, segundo ele, quem teve acesso ao processo foi sua parceira local, a estatal Aviation Industry Corporation of China (Avic).

Segundo o presidente da Embraer, seus funcionários na China não estão parados, porque estão se dedicando a serviços de manutenção. "Essa não é uma preocupação nossa", disse com relação ao fato de os mais de cem funcionários no País não poderem se dedicar à produção de aeronaves.

Durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China, em abril do ano passado, foi acertado que a Embraer produzirá o Legacy 600 no País asiático, evitando assim o fechamento da fábrica que possui no local. Antes, a companhia produzia na China seu modelo 145 de aviação comercial, mas foi impedida de continuar fabricando aviões comerciais no País, já o governo chinês está incentivando o desenvolvimento da sua indústria de aviação.

Receita

O presidente da Embraer, Frederico Curado, reiterou que a projeção da empresa de alcançar em 2012 receita entre US$ 5,8 bilhões e US$ 6,2 bilhões. O executivo lembrou que no ano passado a receita da empresa foi de US$ 5,8 bilhões. "Então devemos ter estabilidade em relação a 2011 ou mesmo um ligeiro crescimento", disse.

Segundo o executivo, o segmento de Defesa e Segurança, que respondeu por 20,1% da receita total da companhia no primeiro trimestre, deve continuar crescendo. Já o segmento de jatos comerciais, responsável por 65,7% da receita nos primeiros três meses do ano, deve se manter estável em 2012.

O segmento de jatos executivos, segundo o executivo, pode apresentar pequeno crescimento.  Curado explicou que a percepção é reflexo do aumento dos primeiros contatos com clientes, que no futuro geram vendas. "Ainda é cedo para ser considerado como tendência, mas os sinais são promissores", afirmou. 

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