Embraer: fábrica na China continua inoperante

A Embraer continua negociando com o governo chinês para produzir aviões executivos no País. "A negociação ainda está em curso, ainda faltam detalhes", afirmou hoje o vice-presidente de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar Souza e Silva. Questionado sobre quando deve ocorrer o início da produção, ele disse acreditar "que no começo do ano que vem já tenha alguma coisa". O executivo também informou que ainda não há encomendas para os aviões Legacy 600 que devem ser produzidos na fábrica chinesa.

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

21 de setembro de 2011 | 14h33

No último mês de abril, durante visita da presidente Dilma Rousseff à China, a Embraer fechou acordo para produzir no País o jato executivo Legacy 600, o que evitaria o fechamento da fábrica que a companhia possui desde 2002 na cidade de Harbin, em parceria com a estatal Aviation Industry Corporation of China (Avic). Anteriormente, a Embraer produzia no local o modelo 145, para o segmento de aviação comercial, mas a China, que está incentivando o desenvolvimento da sua indústria de aviação, não quis que a Embraer continuasse produzindo no País aeronaves comerciais.

De acordo com Silva, a Embraer possui hoje na China mais de 70% do mercado de aviões entre 70 e 120 lugares e, apesar da China estar desenvolvendo aviões para esse mercado, ele acredita que a Embraer deve manter a liderança nesse segmento no País nas próximas décadas. "Já temos uma grande presença nas principais empresas aéreas da China. Por isso acreditamos que será possível manter uma posição de liderança nesse mercado."

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