Embraer mantém previsão de receita líquida de US$ 5,25 bi em 2010

Considerando a receita registrada no acumulado dos primeiros nove meses do ano, a empresa terá que cumprir US$ 1,8 bilhão nos último trimestre do exercício

Beth Moreira, da Agência Estado,

29 de outubro de 2010 | 12h20

O vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, afirmou que a empresa manteve inalterada sua previsão de receita líquida para 2010 em US$ 5,25 bilhões. Em teleconferência com jornalistas, o executivo afirmou que, considerando a receita registrada no acumulado dos primeiros nove meses do ano, a empresa terá que cumprir US$ 1,8 bilhão nos último trimestre do exercício.

A fabricante anunciou ontem que revisou para cima suas previsões para 2010 de resultado operacional e margem operacional, em US Gaap, para US$ 380 milhões e 7,25%, respectivamente. Anteriormente a projeção era de um resultado de US$ 340 milhões e margem de 6,5%. A empresa também informou que revisou sua projeção para a margem Ebitda de 8% para 8,75%, o que equivale a uma evolução do Ebitda de US$ 420 milhões para US$ 460 milhões. "Essa melhora deve-se principalmente aos ganhos de produtividade, que trazem margens maiores", explicou.

Os investimentos programados para o ano foram reduzidos para US$ 100 milhões, ante US$ 140 previstos inicialmente. A verba para pesquisa e desenvolvimento (P&D), no entanto, foi mantida em US$ 160 milhões.

Entrega de aviões

Aguiar afirmou que trabalha com uma expectativa de entregas fortes para o quarto trimestre de 2010. Entre julho e setembro foram entregues 44 aviões.

Em teleconferência com jornalistas para discutir os resultados do terceiro trimestre, o executivo lembrou que a companhia prevê a entrega de 227 aviões no ano e que 154 já foram entregues até setembro. "Acredito que vamos cumprir a meta de entregas para o ano", afirmou.

Segundo Aguiar a empresa projeta a entrega de 90 aviões comerciais, 120 jatos Phenom e 17 Legacy e Lineage. No acumulado dos primeiros nove meses do ano foram entregues 70 jatos comerciais, 83 executivos (entre Phenom, Legacy e Lineage) e um avião de defesa.

O executivo evitou, no entanto, dar projeções para 2011. "Ainda estamos fechando esses números e devemos divulgá-los no início do próximo ano, em reunião com analistas e investidores", disse. 

China

O vice-presidente afirmou que a empresa deverá definir em breve se fecha ou não a sua fábrica na China. Em teleconferência com jornalistas para apresentar seus resultados do terceiro trimestre, o executivo afirmou que não há uma definição sobre o tema, mas seria natural tomar a decisão de desativá-la, uma vez que a empresa não tem mais ordens de compra para os aviões que são montados na unidade, o 145. "As últimas entregas estão previstas para o primeiro trimestre", informou.

A empresa tem uma fábrica na China em associação com a Aviation Industries of China (Avic), para a fabricação do ERJ-145, de 50 lugares. A ideia da Embraer seria ter a autorização para fazer um avião maior, de capacidade para 120 passageiros. Porém, a China está desenvolvendo aviões próprios.

O executivo destacou ainda que a empresa tem contratos em curso para exportação do modelo 190 para o país. "Além disso, acabamos de certificar o primeiro centro de serviços para aviões comerciais na China", disse, lembrando ainda que existem mais de 100 aviões da Embraer voando no país atualmente.

A Tianjin Airlines Company Limited fará manutenção programada e não-programada nos jatos ERJ 145 e 190 no país. A empresa, uma subsidiária do grupo HNA, é a antiga Grand China Express, cliente que lançou o jato 190 na China. A empresa opera a maior frota de jatos Embraer no país. 

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