Embraer prevê menos pedidos com aumento no custo do combustível

A fabricante de aviões Embraer nãoprevê nenhum cancelamento de pedidos por conta da alta no preçodo combustível, mas espera que isso limite o volume deencomendas futuras, afirmou um executivo da empresa nestaquarta-feira.Com o preço do petróleo atingindo sucessivos recordes de alta,muitas companhias aéreas pelo mundo --algumas delas clientes daEmbraer -- estão contabilizando prejuízos e se esforçando parareduzir custos. "Certamente é um cenário de muita preocupação e estamosavaliando os impactos que isso possa ter na indústriaaeronáutica como um todo", afirmou Antônio Luiz Pizarro Manso,vice-presidente financeiro da empresa, em teleconferência. "Mas até esse momento nós não sentimos nenhuma situação decancelamento das nossas ordens no curto prazo", acrescentou,observando que a Embraer mantém sua previsão de entregas para2008 e 2009. A companhia, maior fabricante mundial de jatos regionais nosegmento entre 70 e 120 assentos, prevê entrega entre 195 e 200aeronaves este ano, mais entre 10 e 15 jatos executivos Phenom.Para 2009, a estimativa também é de 195 a 200 aeronaves, masentre 120 e 150 jatos Phenom, que custam muito menos que osoutros modelos da empresa. No primeiro trimestre, já foram entregues 45 aviões, contra25 no mesmo período de 2007. À medida em que as empresas combatem o rápido aumento noscustos, é menos provável que elas contabilizem um número altode grandes pedidos logo, explicou Manso. "Anteriormente, a gente tinha alguns pedidos que chegavamaté a 100 aeronaves. Hoje, 30 eu diria que é um número que agente busca e busca como um teto a ser atingido", disse,acrescentando que os pedidos de 20 aeronaves são maisprováveis. Uma exceção, segundo o executivo, é a Ásia, onde o mercadode aviação, em acelerado crescimento, está impulsionando ademanda por jatos com consumo eficiente de combustível. "O mercado asiático acredito que possa ter ordens de 30 ouum pouco acima de 30", afirmou. O último grande pedido que a Embraer aceitou foi o da AzulLinhas Aéreas Brasileiras, nova companhia aérea que o fundadorda JetBlue Airways, David Neeleman, está iniciando. Em março, aAzul acertou a compra de 36 jatos Embraer 195 por 1,4 bilhão dedólares, com opção para mais 40. Se todas as opções foremconvertidas, o valor do acordo pode chegar a 3 bilhões dedólares. A empresa, que tem como maior concorrente a canadenseBombardier, terminou o primeiro trimestre com pedidos totais em20,3 bilhões de dólares.

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