Embraer recebe novos pedidos da Azul em contrato que pode chegar a US$3,1 bi

Carta de intenções considera opções por outros 20 jatos, com um valor estimado de 3,1 bilhões de dólares a preços de lista

REUTERS

15 de julho de 2014 | 10h34

A fabricante de aviões Embraer anunciou nesta terça-feira que recebeu novos pedidos por jatos de três empresas aéreas, com destaque para a brasileira Azul, que assinou uma carta de intenções para encomendas que podem totalizar 3,1 bilhões de dólares.

A fabricante também anunciou contratos com a japonesa Fuji Dream Airlines (FDA) e com a Azerbaijan Airlines (Azal), do Azerbaijão.

Enquanto o acordo com a FDA envolve o pedido firme de três jatos E175 com opções para outras três aeronaves do mesmo modelo, em encomenda que pode chegar a 258,6 milhões de dólares a valor de lista, o contrato com a Azal conta com pedido firme por dois jatos E190, com valor estimado em 95,4 milhões de dólares.

No caso da FDA e da Azerbaijan Airlines, os pedidos já estavam incluídos na carteira de pedidos do segundo trimestre, de 18,1 bilhões de dólares, conforme divulgado na véspera.

A encomenda da Azul, porém, deverá ser incluída na carteira de pedidos no quarto trimestre deste ano, segundo a Embraer, quando está prevista a conclusão do contrato.

A empresa aérea, que já tem aviões da Embraer na sua frota juntamente com turboélices ATRs e que recentemente anunciou a adição de jatos da Airbus para fazer voos internacionais, fez um pedido firme por 30 aviões do modelo 195 da segunda geração, que está sendo desenvolvida pela fabricante brasileira.

A carta de intenções também considera opções por outros 20 jatos do mesmo modelo, com um valor estimado de 3,1 bilhões de dólares a preços de lista se todas as encomendas forem convertidas em pedidos firmes.

Com essa encomenda, a Azul passa a ser o operador-lançador do jato, informou a Embraer, acrescentando que a primeira entrega de um avião da segunda geração está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2018.

Também nesta terça-feira, a Embraer informou que a Royal Air Maroc, companhia aérea do Marrocos, decidiu introduzir o E190 como parte da estratégia de atualização de sua frota, assinando um contrato de arrendamento de quatro jatos com a Aldus Aviation, empresa irlandesa especializada na locação de aviões da fabricante.

(Por Roberta Vilas Boas; Edição de Marcela Ayres)

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