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Embraer recebe pedidos para novos jatos executivos

A Embraer obteve os dois primeiros pedidosfirmes para seus dois recém-lançados jatos executivos, modelosLegacy 450 e Legacy 500, informou um executivo da companhianesta sexta-feira. As encomendas foram convertidas de um total de mais de 100indicações preliminares que a Embraer informa ter recebidoquando os jatos foram lançados na feira de aviação de Genebrano mês passado. Apesar disso, a Embraer não divulgou quantosdesses interesses foram transformados em pedidos firmes. "Nós assinamos alguns (contratos firmes). Temos mais de 110cartas de intenção; quantas desse total desistiram nós nãosabemos ainda, mas esperamos ter uma boa indicação atéFarnborough", disse Colin Stevens, vice-presidente de marketinge vendas da companhia brasileira, a jornalistas. A feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra, começa em14 de julho. Os novos aviões, que se enquadram nas categorias"mid-light" e "mid-size" e são vendidos por entre 15 milhões e18 milhões de dólares, têm capacidade para 7 e 12 passageirosmais dois tripulantes. A Embraer, que começou suas atividades como fabricante deaeronaves militares e hoje é uma das três maiores empresas dejatos regionais do mundo, tem investido pesadamente em aviõesexecutivos desde 2002, em uma tentativa de diversificar suabase de receitas. Os novos aviões ampliam a linha de jatos executivos daempresa para seis modelos. A Embraer tem meta de ter 25 porcento de suas receitas totais sendo geradas pela aérea deaviação executiva até 2010. A companhia deve entregar seu primeiro Phenom 100 (jatoexecutivo de 3 milhões de dólares da categoria "very light") nosegundo semestre do ano. AVIÃO DE COMBATE Na feira de Paris, a Embraer confirmou que vendeu um caçaturboélice para uma unidade da Blackwater Worldwide, maiorempresa de serviços de defesa do mundo, e afirmou que oaparelho não será usado em operações no Iraque. A venda do Super Tucano, primeiramente informada nodomingo, foi liberada pelos governos do Brasil e dos EstadosUnidos, segundo Fernando Ikedo, vice-presidente de inteligênciade mercado para mercados de defesa e governo, durante coletivade imprensa em Paris. "Vendemos um Super Tucano para a (subsidiária daBlackwater) EP Aviation, mas somente para uso de treinamentosnos Estados Unidos", disse o executivo. "Não há ligação com oIraque", acrescentou. A Blackwater, formada em 1997 pelos ex-fuzileiros ErikPrince e Al Clark, cuida da segurança de pessoal do governonorte-americano no Iraque, Afeganistão e em outros países. Aempresa está sob investigação do FBI por causa de suspeita dematar diversos civis iraquianos em Bagdá em setembro de 2007. (Por Tim Hepher) REUTERS AAJ VS

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06 de junho de 2008 | 08h04

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