Embraer tem lucro maior no 2o tri e eleva meta de margem

A Embraer, maior fabricante mundial de jatos regionais, teve alta no lucro do segundo trimestre na comparação anual, e elevou suas projeções para o resultado operacional em dólares e para as margens em 2011.

REUTERS

28 de julho de 2011 | 18h47

A empresa divulgou nesta quinta-feira lucro líquido de abril a junho de 153,8 milhões de reais, contra 101,7 milhões de reais um ano antes, com base no padrão contábil internacional IFRS.

O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 250,3 milhões de reais de abril a junho, abaixo dos 297,7 milhões de reais no mesmo período de 2010.

A receita líquida trimestral foi de 2,17 bilhão de reais, queda de quase 11 por cento na comparação anual.

Ainda assim, a companhia elevou sua meta de faturamento em moeda norte-americana no ano para 5,8 bilhões de dólares, ante estimativa anterior de 5,6 bilhões de dólares.

A projeção da companhia para seu lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) também foi elevada para 465 milhões de dólares, frente aos 420 milhões de dólares previstos inicialmente. A margem Ebit no fechado do ano deverá ficar em 8 por cento, e não 7,5 por cento como anunciado antes.

Alguns analistas já esperavam que a Embraer revisasse suas metas, depois da margem Ebit de 8,9 por cento de janeiro a março.

A Embraer entregou 48 jatos no segundo trimestre, queda na comparação com um ano antes e abaixo das expectativas de analistas.

A fabricante já havia alertado que as entregas de aviões comerciais nos três meses até junho seriam afetadas negativamente pelos efeitos do terremoto em março do Japão, que afetaram fornecedores de componentes de motores.

"Atrasos no fornecimento dos motores deverão ser compensados ao longo do segundo semestre, não afetando o total de entregas do ano", informou a companhia.

INVESTIMENTO MENOR

A Embraer revisou para baixo os investimentos programados para o desenvolvimento de produtos em 2011 para 160 milhões de dólares, ante 210 milhões de dólares. Segundo a empresa, isso decorre de "antecipações de contribuição de parceiros" para este ano.

Conforme a fabricante, a redução "não afeta os cronogramas de desenvolvimento, particularmente dos Legacy 450 e 500", dois modelos de jatos executivos.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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