SERGIO CASTRO | ESTADÃO CONTEÚDO
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Embraer vê ano difícil e busca fontes de receita

Segundo presidente da fabricante de aeronaves, nova área de serviços aocliente e segmento de defesa estão entre as apostas da empresa em 2017

Luciana Collet e Victor Aguiar, Impresso

21 de dezembro de 2016 | 11h06

A Embraer prevê que o ano de 2017 não será fácil para a aviação. Por isso, segundo o presidente da fabricante, Paulo César de Souza e Silva, a empresa está em busca de novas fontes de receita e planeja concentrar forças em mercados de maior potencial de expansão. Entre as medidas previstas pela companhia estão um foco maior na área de defesa e a criação de uma unidade de negócios nova, voltada para serviços para o cliente.

O executivo afirmou ontem, durante evento da Embraer em São Paulo, que o segmento de defesa e segurança é a “grande aposta” da companhia para o futuro, com expectativas positivas em relação à aceitação da aeronave KC-390.

O presidente da Embraer ressaltou que a aeronave militar começará a ser entregue à Força Aérea Brasileira (FAB) e aos clientes no exterior a partir de 2018. “Temos alguns planos de reforçar nossa equipe de defesa no mercado internacional, para que consigamos ter uma penetração com o KC”, disse Silva.

Já a nova área de serviços reunirá capacidades que atualmente se encontram nas diferentes unidades de negócios, de forma a integrar e ampliar a oferta de serviços e apoio ao cliente. O novo negócio será responsável pelo desenvolvimento de estratégias relacionadas a produtos e serviços. Mas o relacionamento diário com cliente, como a venda e o suporte técnico, seguirá sob a responsabilidade das diferentes unidades de negócio – aviação comercial, aviação executiva e defesa e segurança.

Conforme dados divulgados pela Embraer, apenas na aviação comercial existem hoje em operação cerca de 2 mil aeronaves da Embraer e mais de 1 mil jatos executivos, além de aviões de defesa. A expectativa é que, nos próximos dez anos, mais 8 mil jatos executivos entrem em serviço. Nas próximas duas décadas, mais 6,4 mil aviões comerciais passarão a operar. A nova unidade ficará sob o comando do atual diretor de serviços e suporte da Embraer Aviação Comercial, Johann Bordais.

OMC. O presidente da Embraer afirmou ainda que a companhia prepara-se para uma “batalha importante”, referindo-se à abertura, pelo governo brasileiro, de um novo processo contra o Canadá na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de subsídios concedidos pelo governo canadense à Bombardier.

“Estamos vendo o governo do Canadá com apoios maciços a uma empresa que está ou estava virtualmente em falência”, disse Souza ontem. “Apoios realmente vultosos, de bilhões de dólares, para socorrer uma companhia que não estava conseguindo se equilibrar no mercado.”

Ontem, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou a abertura de processo na OMC contra o Canadá. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo da província de Quebec injetou US$ 2,5 bilhões na Bombardier neste ano.

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