Emergentes do FMI alertam para ajuda à Grécia, diz ‘FT’

Segundo o jornal britânico, oficiais do fundo revelam que os governos não querem arriscar uma onda de contágio da crise europeia, mas destacam os riscos que o FMI está assumindo

Daniela Milanese, da Agência Estado,

28 de julho de 2011 | 10h33

Representantes de países emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI) fazem alertas sobre a concessão de mais recursos para a Grécia, inclusive o Brasil, informa hoje o Financial Times. Em entrevistas e conversas reservadas com o jornal, oficiais do fundo revelam que os governos não querem arriscar uma onda de contágio da crise europeia, mas destacam os riscos que o FMI está assumindo.

O problema seria a falta de clareza do plano de resgate e a estratégia considerada inadequada para a participação do setor privado. "Preocupações entre os países participantes do fundo representam um desafio para Christine Lagarde, nova diretora-gerente, que deve decidir em breve quanto dinheiro ela recomenda que seja emprestado a Atenas", diz o FT.

Paulo Nogueira Batista, representante do Brasil, disse ao jornal que o plano de austeridade grego é muito severo e que a reestruturação da dívida nas mãos de credores privados é muito pequena. Ele avalia que Lagarde tem oportunidade de afastar suspeitas de inclinação para os investidores europeus. Segundo Batista, observadores ao redor do mundo "estarão olhando para ver se ela transcende suas origens europeias".

O indiano Arvind Virmani, do conselho executivo do fundo, afirmou que o acordo fechado pelas autoridades europeias lida com questões de curto prazo, mas deixa Atenas com um duvidoso estoque de dívida soberana, trazendo ameaça de mais default. 

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