Empregados da Petrobras marcam greve na bacia de Campos

O Sindicato dos Petroleiros noNorte Fluminense realizará uma greve por cinco dias a partir dodia 14 de julho, com parada de produção, informou o coordenadorda entidade, José Maria Rangel. Segundo o petroleiro, a parada das 42 plataformas queoperam na região da bacia de Campos, responsável por 80 porcento do petróleo produzido no país, tem por objetivo forçar aPetrobras a considerar o dia de saída dos empregados daplataforma como um dia de trabalho. "Além de notificar a Petrobras, notificamos o MinistérioPúblico do Trabalho para negociar uma cota (mínima de produçãode petróleo), mas ainda não temos nenhum posicionamento, podeser hoje ou amanhã", disse Rangel à Reuters. Segundo Rangel, a Petrobras dever colocar equipes decontingência para evitar parar a produção. Ele explicou que umagreve por tempo indeterminado não está nos planos do sindicato,porque seria "muito desgastante". "Certamente a Petrobras vai tentar colocar equipes decontingência nas plataformas. Iremos tentar parar a produçãotanto quanto possível, eles vão tentar mantê-la", disse Rangel. Procurada pela Reuters, a assessoria da Petrobras dissedesconhecer o movimento. A discussão sobre o dia do desembarque se arrasta desde2001 na estatal, com os empregados tentando fazer com que o diade saída da plataforma seja considerado um dia de trabalho, enão de folga como é atualmente. Separadamente, a Federação Única dos Petroleiros (Fup),cujo dissídio é em setembro, prevê para terça-feira uma reuniãoa fim de discutir a possibilidade de uma greve nacional decinco dias, incluindo refinarias e terminais, e exigir um maiorpercentual dos lucros para os trabalhadores. A Petrobras apresentou uma proposta na quarta-feira, masfoi considerada insuficiente pela Fup. (Reportagem de Andrei Khalip)

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