Emprego com carteira assinada em SP é o maior em 16 anos

Índice de emprego formal na região metropolitana atinge 46,5% do total de trabalhadores, aponta Dieese

Celia Froufe, da Agência Estado,

28 de maio de 2008 | 10h55

O total de trabalhadores que têm carteira assinada na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) atingiu o maior nível dos últimos 16 anos em abril. É o que mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Seade e pelo Dieese.     De acordo com os dados da pesquisa, do total dos 8,990 milhões de ocupados no mês passado, 46,5% possuíam carteira assinada, a maior taxa desde abril de 1992, quando estava em 48%. O pico, nesse mês em questão, foi observado em 1990, 55,1%. "Naquela época houve a abertura da economia pelo presidente Collor", lembrou o coordenador de análise do Dieese, Alexandre Loloian.   A notícia é extremamente positiva, avalia Loloian, porque mostra que a região passa por um período de grande formalização e regulação do mercado de trabalho. O total de trabalhadores sem carteira assinada, de acordo com a PED, foi de 13,5% no mês passado. O coordenador ressalta, porém, que o grupo de trabalhadores que vêm perdendo espaço atualmente é o dos autônomos. "Geralmente, a participação deles no total era em torno de 20% e hoje está em 18%", comparou.   Desemprego   A taxa de desemprego permaneceu relativamente estável na região Metropolitana de São Paulo em abril último, em 14,2% da população economicamente ativa (PEA), segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) feita pela Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Sócio Econômicos (Dieese). Em março, esta taxa estava em 14,3%. O dado de abril é o mais baixo desde fevereiro, quando a variação encontrada foi de 13,6%.   O número de desempregados na região foi estimado em 1,488 milhão de pessoas, em abril, ante 1,487 milhão em março último. No período em análise foram criados, de acordo com as instituições, 76 mil postos de trabalho, número semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho da região (77 mil).   Entre fevereiro e março os rendimentos médios reais dos trabalhadores da região metropolitana de São Paulo mostraram elevações pelo segundo mês consecutivo. Os trabalhadores assalariados tiveram incremento de 4,6%, passando a uma média de R$ 1.274,00, enquanto os ocupados registraram ganho de 3,8%, passando a R$ 1.202,00. A massa de rendimentos dos ocupados cresceu 3,7% e a dos assalariados 5,5%.

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