Emprego industrial cai 0,5% em maio, maior queda desde 2009

No acumulado de 2013, os postos de trabalho na indústria recuaram 0,8%, diz IBGE

Mariana Durão, da Agência Estado,

10 de julho de 2013 | 09h20

RIO - O emprego na indústria recuou 0,5% na passagem de abril para maio, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com maio de 2012, o emprego industrial apontou uma queda de 0,7% em maio deste ano. No acumulado de 2013, os postos de trabalho na indústria recuaram 0,8%. Em 12 meses, o emprego industrial acumulou queda de 1,3%.

O recuo de 0,5% do emprego industrial registrado em maio frente a abril foi o mais intenso, nesta comparação, desde o resultado de -0,6% de dezembro de 2009, segundo o IBGE. Já a queda de 0,7% do emprego industrial na comparação com o mês de maio de 2012 foi o 20º resultado negativo seguido nesse tipo de comparação.

Com esse resultado, o índice de média móvel trimestral registrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em maio frente ao nível do mês anterior e manteve o comportamento estável presente desde julho do ano passado.

Horas pagas

O número de horas pagas pela indústria, descontadas as influências sazonais, caiu 0,7% de abril para maio. O resultado negativo deste mês foi o mais intenso desde abril de 2012 (-0,8%).

Em comparação com maio do ano passado, o indicador recuou 0,1%. No ano até março, o indicador relativo ao número de horas pagas pela indústria acumula queda de 1,0% e, em 12 meses, de -1,6%.

Comparando o resultado de maio com igual mês de 2012, o IBGE revelou que as taxas foram negativas em oito dos 14 locais pesquisados e em oito dos 18 ramos pesquisados.

Em termos setoriais, as principais influências negativas partiram de calçados e couro (-9,4%), outros produtos da indústria de transformação (-4,8%), vestuário (-3,3%), máquinas e equipamentos (-2,5%) e produtos têxteis (-3,2%).

Em contrapartida, as principais influências positivas partiram de alimentos e bebidas (+4,5%), seguido por meios de transporte (+2,2%) e borracha e plástico (+2,3%).

Folha do pagamento

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria subiu 1,7% de abril para maio, pelo indicador ajustado sazonalmente. No ano, a taxa acumulada é de 2,8% e, em 12 meses, de 3,9%. Em comparação a maio de 2012, a folha de pagamento na indústria avançou 5,8%.

O IBGE destacou a influência da expansão de 29,4% registrada pelo setor extrativo no resultado do mês de maio. O indicador do setor foi impulsionado sobretudo pelo pagamento de participação nos lucros e resultados importantes em empresas da atividade.

Foram registradas altas em 12 dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo (5,9%), Rio de Janeiro (20,5%), Região Norte e Centro-Oeste (7,1%), Região Nordeste (4,5%), Santa Catarina (5,2%) e Bahia (11,0%). Em contrapartida, as principais influências negativas partiram de Espírito Santo (-6,9%) e de Pernambuco (-3,6%).

Ainda no índice mensal de maio, o IBGE destacou que o valor da folha de pagamento real da indústria cresceu em 13 dos 18 setores investigados, com destaque indústrias extrativas (34,0%), meios de transporte (8,5%), alimentos e bebidas (5,2%), refino de petróleo e produção de álcool (24,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,3%), máquinas e equipamentos (2,5%) e produtos químicos (3,6%). Os principais impactos negativos foram observados em calçados e couro (-3,8%) e metalurgia básica (-1,2%).

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