Emprego no setor bancário cresce 1,42% no 1º trimestre, diz Dieese

Bancos do País contrataram 15.798 funcionários no primeiro trimestre deste ano e demitiram 8.947, o que gerou 6.851 novas vagas no setor

Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 18h03

Os bancos do País contrataram 15.798 funcionários no primeiro trimestre deste ano e demitiram 8.947, o que gerou 6.851 novas vagas no setor, segundo a 9ª Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) que foi divulgada nesta segunda-feira, 25, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O saldo positivo do período representa apenas 1,30% dos 525.565 postos de trabalho criados por toda a economia brasileira nos três primeiros meses do ano, mas expansão de 1,42% em comparação ao número de vagas criadas pelo setor no mesmo período de 2010.

Ao mesmo tempo que as instituições financeiras aumentam suas contratações, o peso dos salários na folha de pagamentos dos bancos caiu. Segundo a pesquisa, realizada com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, a diferença entre a remuneração média dos admitidos (R$ 2.330,25) e dos desligados (R$ 4.086,32) no primeiro trimestre é de 42,97%, ante uma diferença de 37,57% verificada no mesmo período de 2010. "Essa grande diferença é justificada, em parte, pelo perfil de contratados dos bancos, concentrado em pessoas jovens, com menor escolaridade para trabalharem principalmente nos cargos iniciais da carreira bancária", afirma o levantamento.

Cerca de 65% das contratações no primeiro trimestre de 2011 estão concentradas na faixa salarial entre 2 e 3 salários mínimos. Nos três primeiros meses de 2010, esse grupo representava 57,05% das contratações. Essa faixa, junto com a que vai até 2 salários mínimos e a que inclui os trabalhadores de 4 a 5 salários foram as únicas que tiveram saldo positivo no período. O restante - de 3 a 4 salários mínimos (diferença negativa de 474 postos), de 5 a 7 (-295), de 7 a 10 (-266 postos), de 10 a 15 (-403 postos), de 15 a 20 (-304 postos) e de mais de 20 salários mínimos (-233 postos) - teve mais demissões que contratações. As faixas superiores a três salários concentraram 75,44% dos desligamentos.

De acordo com o estudo, 18,92% dos funcionários desligados de suas funções tinham até um ano de trabalho no banco, enquanto 29,38% dos demitidos no primeiro trimestre estavam no emprego há dez anos ou mais e recebiam remuneração média de R$ 5.345,81. Ainda, 42,44% dos admitidos têm até 24 anos.

Alta no Norte e Nordeste

A expansão do emprego no setor bancário foi maior nas Regiões Norte e Nordeste, com crescimento de, respectivamente, 4,29% e 3,40% nas admissões. Sul (1,22%), Centro-Oeste (0,99%) e Sudeste (0,99%), que concentra mais da metade dos funcionários do setor, mostraram crescimento mais modesto. A análise por regiões também revela a disparidade na remuneração dos funcionários: enquanto no Norte a remuneração média de admissão é de R$ 1.589,38, no Sudeste esse valor sobe para R$ 2.754,84 (73% superior).

A pesquisa divulgada hoje pelo Dieese mostra ainda que as mulheres, que correspondem a 50,18% do total de vagas criadas no setor bancário no período, apresentam uma defasagem salarial em relação aos empregados do sexo masculino. As funcionárias desligadas saíram de seu posto com rendimento médio de R$ 3.410,41, valor 27,41% inferior à remuneração dos homens demitidos, que foi de R$ 4.697,90. Nas contratações, a disparidade é um pouco menor, de 24,06%, com mulheres sendo contratadas com salário médio de R$ 2.004,21 e os homens, de R$ 2.639,32.

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