Emprego nos EUA desaponta, mas analistas esperam corte dos estímulos

Economia dos EUA criou 169 mil empregos em agosto, abaixo da previsão de economistas

Agência Estado

06 de setembro de 2013 | 09h57

NOVA YORK - O relatório do governo dos EUA sobre o mercado de trabalho (payroll) em agosto, divulgado nesta manhã, diminuiu as expectativas de que o Federal Reserve reduzirá suas ações de estímulo na reunião que termina no dia 18 deste mês. Mesmo assim, a maioria dos analistas ainda acredita que esse é o resultado mais provável do encontro com Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

A economia dos EUA criou 169 mil empregos em agosto, segundo informou hoje o Departamento do Trabalho, ficando abaixo da previsão de economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam 175 mil novos postos de trabalho. Enquanto isso, a criação de vagas em julho foi revisada para 104 mil, da leitura inicial de +162 mil. Com a revisão também dos dados de junho, o número de vagas criadas em junho e julho foi reduzido em um total de 74 mil. O novo resultado de julho é o menor em mais de um ano. Mesmo assim, a taxa de desemprego caiu de 7,4% em julho para 7,3% em agosto.

"O relatório de agosto é misto e pode ser usado para apoiar uma redução imediata nas compras de bônus do Fed ou adiá-la para mais perto do fim do ano. Nossa análise é que as evidências cumulativas de melhora na economia ao longo do último ano vão convencer a maioria dos dirigentes do banco central que a redução nos estímulos deve começar na próxima reunião, mas não podemos dizer que isso é certo", comenta Paul Ashworth, da Capital Economics.

Segundo Steven Ricchiuto, da Mizuho Securities, o payroll corrobora que o Fed deve reduzir os estímulos este mês. "Os argumentos para a revisão ficaram menos fortes, mas isso não quer dizer que o mercado vai alterar suas previsões. O consenso ainda é que a redução vai começar agora. A lógica é que a taxa de desemprego está caindo", argumenta.

Já Eric Green, da TD Securities, chama atenção para a revisão para baixo na criação de vagas em junho e julho. "Um mercado de trabalho que está ganhando força raramente é salpicado com revisões para baixo. Isso nos deixa um pouco nervosos", afirma. Para Julia Coronado, do BNP Paribas, o Fed vai adiar a redução das compras de bônus. "Embora a tendência de redução nas compras de bônus permaneça intacta, o Fomc provavelmente precisa ver mais evidências de que a economia está se fortalecendo", explica. Fonte: Dow Jones Newswires.

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