Empresários e sindicalistas levam a Lula preocupação c/taxa Selic

São Paulo, 30 - Empresários e sindicalistas demonstraram hoje sua preocupação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao possível aumento da taxa básica de juros e às conseqüências que tal medida pode trazer à retomada do desenvolvimento da economia do País. As observações foram feitas em reunião de integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada no escritório da Presidência em São Paulo. Lula participou de parte do encontro, comandado pelo secretário do conselho, ministro Jacques Wagner. O presidente ouviu mais do que falou. Em uma de suas poucas intervenções, ressaltou a necessidade de parceria do Estado com o setor privado para evitar a manutenção do ciclo de crescimento. "Temos de tirar da agenda a ata do Copom para não ficarmos num círculo vicioso", disse Wagner após a reunião com Lula. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, defendeu um acordo para segurar a inflação sem que os juros precisem ser aumentados. "Se temos indicador de inflação, resta ao BC lançar mão do remédio que dispõe, que são os juros, mas isso tem um efeito colateral muito grande", disse o sindicalista. "São necessários outros remédios, como o aumento da produção para criar mais ofertas ou até a importação, com isenção de impostos, de certos produtos." O grupo discutiu ainda saídas para a diminuição do spread bancário e as articulações para a aprovação no Senado das Parcerias Público-Privadas (PPP). Além de Marinho, a CUT também foi representada por seu secretário-geral, João Felício. Entre os empresários presentes estavam Eugênio Staub, Antoninho Trevisan, Horácio Lafer Piva, Ivo Rosset e Paulo Francini. Encontros como o de hoje vêm sendo promovidos de forma constante por Jacques Wagner. A reunião ampliada do Conselho de Desenvolvimento, com todos seus integrantes, está marcada para o dia 23 de setembro. (Conrado Corsalette)

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