Empresas anunciam mais demissões na Europa

Gigantes de energia, siderurgia e do setor nuclear já anunciaram corte de funcionários e fechamento de unidades no continente

Álvaro Campos, Agencia Estado,

22 de novembro de 2011 | 14h46

Procurando cortar gastos diante da crise da dívida da zona do euro, diversas empresas europeias estão anunciando demissões e fechamento de unidades. Nesta terça-feira, 22, a companhia de energia e gás alemã E.ON informou que deve demitir quase 11 mil funcionários e espera reduzir seus custos em 9,5 bilhões de euros até 2015.

Em agosto, a E.ON definiu uma meta de reduzir o número de vagas entre 9 mil e 11 mil, em resposta a uma redução nos preços de energia e gás e aos planos do governo da Alemanha de interromper o uso de energia nuclear. Hoje a companhia revelou que os cortes devem ficar perto do limite superior dessa faixa.

A E.ON planeja realizar algumas mudanças na estrutura do grupo, que vão afetar unidades nas cidades de Essen, Dusseldorf, Hanover e Munique. A diretoria da companhia quer agrupar funções de suporte, como setor financeiro, recursos humanos e contabilidade. "É possível prever que de 30% a 40% das vagas de trabalho serão cortadas", diz o comunicado. 

Outra europeia, a ArcelorMittal, pediu nesta terça a seus funcionários no continente que não interrompam a produção. O anúncio veio após uma federação de sindicatos ter convocado um dia de paralisação, marcado para 7 de dezembro, em protesto contra os planos da companhia de fechar unidades e cortar vagas.

A Arcelor, que é a maior siderúrgica da Europa, já desativou nove de seus 25 altos-fornos na Europa, já que a demanda por aço não se recuperou como o esperado. A companhia diz que a situação econômica no continente "nos obrigou a adotar as decisões que tomamos" e que "seria muito mais prejudicial para a viabilidade de longo prazo da ArcelorMittal na Europa ignorar essa realidade e continuar a produzir aço de uma forma que não conseguiríamos vender".

No último domingo, a gigante francesa do setor nuclear Areva anunciou que pretende cortar 1.300 vagas na Alemanha e fechará dois de seus complexos no país, após Berlim decidir abandonar a energia nuclear. A companhia cortará sua força de trabalho em 20% em seu principal complexo, em Erlangen, no centro alemão, bem como fará cortes em outras filiais pelo país, informou a revista, sem citar suas fontes. A imprensa francesa havia informado que a Areva deveria cortar 800 vagas na Alemanha. A companhia deve anunciar a medida em 13 de dezembro, em Paris. Após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, o governo alemão decidiu fechar todos os reatores nucleares no país até o fim de 2022.

As informações são da Dow Jones.

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