Empresas ‘B2B’ também investem no ‘espírito olímpico’

Dow Química está entre empresas que apostam em ações durante a competição esportiva

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2016 | 03h00

Nem só de empresas que são conhecidas do grande público vive o patrocínio olímpico. Neste ano, duas indústrias químicas, que vendem insumos para grandes empresas e não se relacionam com o consumidor final, também estão pegando carona no espírito olímpico para construir marca e criar relacionamento com seus clientes.

A americana Dow Química, que patrocina os jogos desde 2010, também estará presente no evento Rio 2016. Além de colaborar com o Comitê Olímpico Internacional (COI) em materiais que possam facilitar práticas esportivas – como o desenvolvimento de grama sintética para a prática de certas modalidades –, a empresa também tem suas matérias-primas usadas nas instalações na arena olímpica, como nos sistemas de caixas d’água.

Além disso, segundo o líder comercial da Dow para os Jogos Olímpicos na América Latina, Guilherme Dias, a empresa também faz algumas parcerias, com a devida autorização do COI, para ajudar a promover a marca de alguns de seus parceiros. Assim, os anéis olímpicos e a marca da Dow poderão coassinar peças que poderão ser vistas em pontos de venda do mercado de construção civil, por exemplo, explica Dias. O executivo diz que o patrocínio ao COI também ajuda a companhia a criar relacionamento e a incentivar outros públicos, incluindo os funcionários da Dow.

Próteses. Já a petroquímica brasileira Braskem, que tem Odebrecht e Petrobrás como sócios e é conhecida pela fabricação de resinas plásticas, está usando o esporte como estratégia de construção de marca. Como é relativamente jovem – foi fundada em 2002 –, a Braskem fez um grande esforço de marketing relacionado aos Jogos Paralímpicos, que acontecem em setembro.

A empresa não é patrocinadora dos jogos, mas da equipe paralímpica brasileira de atletismo. O objetivo é que o patrocínio tenha relação com o principal produto da Braskem: o plástico. Segundo a diretora de marketing institucional da companhia, Claudia Bocciardi, foi feita uma pesquisa para entender como o plástico pode ajudar no desenvolvimento da tecnologia das próteses que garantem um desempenho melhor aos brasileiros na Paralimpíada.

Embora tenha ativado fortemente o apoio aos atletas paralímpicos, a estratégia da companhia, durante o período do evento, será retirar-se da mídia temporariamente. Como a empresa não é patrocinadora dos jogos ou do COI, a executiva diz que esse cuidado será tomado para evitar que qualquer tipo de comunicação possa ser classificado como “marketing de emboscada”. / F.S.

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