Empréstimo bancário para empresas cresce na zona do euro

O Banco Central Europeu mantêm a taxa de juros em patamares mínimos históricos, mas ainda avalia demanda como fraca

AE, Agencia Estado

28 de agosto de 2012 | 08h13

FRANKFURT - Após dois meses de queda, os bancos europeus voltaram a aumentar o volume de empréstimos corporativos em julho. A reversão da tendência acontece em meio à estratégia do Banco Central Europeu (BCE) de manter a taxa de juros em patamares mínimos históricos e ainda aumentar a oferta de liquidez no sistema bancário.

Segundo o BCE, em julho os bancos aumentaram o volume de empréstimos às empresas em 8,06 bilhões de euros. Em junho, a carteira de financiamentos às pessoas jurídicas havia diminuído em 3,48 bilhões de euros. Apesar da reação nesse segmento, a carteira de crédito para as famílias manteve a trajetória negativa e diminuiu em 7,61 bilhões de euros no mês passado.

Aos governos, o total emprestado pelos bancos europeus em julho aumentou em 11,56 bilhões de euros, o que indica aceleração em relação aos meses anteriores. O ritmo forte dos empréstimos pode ser indicação de que os bancos preferem usar os recursos ofertados pelo BCE para financiar governos de olho no elevado potencial de lucro nesse tipo de operação.

Apesar da reação do mercado corporativo, o BCE avaliou que a demanda por empréstimos entre empresas e consumidores segue fraca. A economia regional estagnada e a crise da dívida em alguns países têm gerado essa fraqueza no mercado de crédito, cita a instituição.

O BCE informou também que a oferta monetária ampla, conhecida como M3, acelerou em julho e teve expansão de 3,8% na comparação com igual mês de 2011, acima do ritmo previsto pelos analistas de 3,3%. Em termos mensais, o montante cresceu 0,7% em julho ante junho, com aumento de 70,5 bilhões de euros. Em junho, esse valor havia crescido 0,2% na comparação com maio.

Na média móvel entre maio e julho, o M3 registrou expansão de 3,4% na comparação anual, acima dos 3,1% esperados pelo analistas. A velocidade observada foi mais rápida que a registrada no trimestre anterior, entre fevereiro e abril, cujo ritmo ficou em 3,0% na mesma base de comparação. As informações são da Dow Jones.

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