Empréstimos no ano fiscal de 2009 e 2010 foram menores do que o esperado, diz Darling

Ministro do Reino Unido afirmou que o governo vai manter plano de cortar pela metade o déficit orçamentário nos próximos quatro anos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de março de 2010 | 11h00

O ministro de Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, afirmou em seu pronunciamento sobre o orçamento anual britânico que a tarefa agora será reduzir os empréstimos sem danificar a nascente recuperação econômica. Darling disse que os empréstimos no ano financeiro 2009/2010 foram menores do que havia sido previsto em dezembro.

 

"A tarefa agora é reduzir os empréstimos de um modo que não danifique a recuperação ou os serviços de primeira linha dos quais as pessoas dependem", declarou Darling. O ministro afirmou que o governo vai manter seu plano de cortar pela metade o déficit orçamentário durante os próximos quatro anos e reiterou que não haverá cortes de gastos neste ano, como o oposicionista Partido Conservador havia proposto.

 

Darling informou que o coração de seus planos orçamentários é um "pacote extraordinário de crescimento de 2,5 bilhões de libras (US$ 3,7 bilhões) para ajudar pequenas empresas, promover inovação, investir em infraestrutura e habilidades importantes". Segundo Darling, isso será pago por meio da realocação dos gastos atuais e da receita adicional gerada por impostos sobre bônus de banqueiros.

 

O ministro afirmou que os impostos sobre os bônus dos banqueiros até agora geraram cerca de 2 bilhões de libras, bem acima dos 550 milhões de libras previstos. Darling também reiterou seu apoio a uma taxação dos bancos, mas disse que isso deve ser acertado internacionalmente ou custaria "milhares de empregos" no setor financeiro do Reino Unido.

 

Darling disse também que a recuperação econômica, que começou nos últimos meses de 2009, ainda está "em sua infância". A economia mundial ainda enfrenta "incertezas", incluindo mercados financeiros "febris", preços mais altos do petróleo e crédito bancário apertado, segundo o ministro. "A confiança não voltou completamente para as empresas ou os consumidores. E esse é particularmente o caso na Europa, que é o mercado para 60% das nossas exportações", disse. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Reino Unidoorçamentoempréstimo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.