Encomendas à Siemens tombam com redução de projetos chineses

O grupo alemão Siemens divulgou nesta quinta-feira uma forte queda em novas encomendas trimestrais, com clientes adiando investimentos devido à crise na Europa. O grupo informou ainda que as metas para o ano serão difíceis de serem atingidas já que até importantes vendas para a China começaram a diminuir.

Reuters

26 de julho de 2012 | 14h28

Ainda assim, o maior conglomerado de engenharia da Europa confirmou sua expectativa de lucro líquido para o ano, apesar das condições globais.

Porém, o recebimento de pedidos, indicativo de vendas futuras, caiu 23 por cento, para 17,8 bilhões de euros (21,58 bilhões de dólares) no trimestre de abril a junho. O resultado ficou abaixo da média de estimativas de analistas ouvidos em uma pesquisa da Reuters, de 19,5 bilhões de euros.

Embora o cenário seja difícil, o lucro operacional da empresa subiu 59 por cento, para 1,82 bilhão de euros, principalmente pela ausência de eventos não recorrentes que tinham deprimido o resultado do ano anterior. As vendas do grupo subiram 10 por cento, mais do que o esperado, devido ao euro mais fraco.

"A desaceleração da economia mundial aumentou nos últimos meses", disse o presidente-executivo da Siemens, Peter Loescher. "Temos visto crescente relutância entre nossos clientes sobre investimentos e ventos econômicos contrários, especialmente sobre nossos negócios industriais de ciclos mais curtos", acrescentou.

"As grandes encomendas da China são raras. Esta tendência deve continuar pelo menos até o final de 2012", afirmou o executivo.

Tudo o que sabemos sobre:
EMPRESASSIEMENSENCOMENDAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.