Endividamento das famílias paulistas cai para 45,7% em maio, diz Fecomercio

Em segundo mês consecutivo de queda, número de famílias com algum tipo de dívida recuou de 1,732 milhão em abril para 1,639 milhão em maio

Renata Pedini, da Agência Estado,

24 de maio de 2011 | 18h13

O endividamento das famílias paulistanas caiu de 48,3% em abril para 45,7% em maio, de acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Foi o segundo mês consecutivo de queda. Em números absolutos, o número de famílias com algum tipo de dívida recuou de 1,732 milhão para 1,639 milhão entre os meses de abril e maio.

A Fecomercio-SP lembra que o ano começou com endividamento acima de 50%, atingindo 53,8% em fevereiro, ainda em razão de dívidas assumidas no período do Natal. O endividamento começou a cair a partir de março.

Segundo a Fecomercio-SP, entre as famílias paulistanas que possuem contas em atraso houve estabilidade em 14% em maio na comparação com abril, o que "demonstra que o consumidor embora já esteja sentindo os efeitos da elevação do preço nas suas compras, consegue administrar melhor suas dívidas". Destes consumidores, 46,3% têm atrasos há mais de 90 dias, 24,4% estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias e 24,8% por até 30 dias. O tempo médio é de 62,87 dias.

A proporção de famílias que acredita não ter como quitar total ou parcialmente suas dívidas ficou em 5,3%, com alta de 0,2 ponto porcentual ante o mês anterior, ou o equivalente a 191 mil famílias.

Em relação à parcela da renda comprometida, 55,3% das famílias endividadas em maio têm entre 11% e 50% de sua renda comprometida com o pagamento de dívidas e para 14,9% delas esse comprometimento é superior a 50%, enquanto para 20,9% menos de 10% da renda está comprometida com o pagamento de dívidas, informa a Fecomercio-SP em seu levantamento.

Ainda conforme a pesquisa, "o principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito para 68,5% dos paulistanos, seguido pelos carnês (21,3%), crédito pessoal (19,2%), financiamento de carro (9,6%), cheque especial (8,5%), entre outros." Os dados, apurados mensalmente desde 2004, são coletados com 2.200 consumidores da cidade de São Paulo.

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