Energisa cogita novo sócio para compra do Grupo Rede

Após o fim da parceria com a Copel para eventual aquisição dos ativos operacionais do Grupo Rede, a Energisa considera atrair um novo sócio para o negócio. A companhia ainda não fechou qualquer acordo, mas teria sido sondada por interessados em se consorciar para a operação. "Independente de uma potencial nova parceria, a Energisa deverá apresentar a (nova) proposta", afirmou o diretor-presidente da companhia, Ricardo Botelho, sem fornecer detalhes.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

13 de junho de 2013 | 19h31

Na noite da quarta-feira, 12, a estatal paranaense enviou um comunicado ao mercado informando que, dado o pouco tempo para a elaboração de uma proposta definitiva, desistiu da aquisição dos ativos do Grupo Rede. Em função disso, a Energisa comunicou nesta quinta, 13, que ainda tinha interesse no negócio, mas informou que irá modificar a proposta original para superar questionamentos feitos pelos credores do Grupo Rede na assembleia da semana passada. A principal alteração é que, em vez de comprar os ativos operacionais, a Energisa pretende adquirir as holdings do Rede em recuperação judicial.

"A proposta pela compra das distribuidoras e da geradora não atendia ao que esperava o juízo, à medida que deixava o vendedor com parte remanescente do grupo", disse o executivo. Fontes ligadas ao Grupo Rede criticavam a proposta da Energisa e da Copel porque poderia culminar na falência da empresa, pois os valores propostos seriam insuficientes para recuperar a saúde financeira das holdings do Rede. As duas elétricas estavam propondo pagar R$ 1,8 bilhão pelos ativos operacionais, deixando que os credores decidissem o que fazer com o dinheiro. Além disso, as empresas desembolsariam mais R$ 1,4 bilhão para assumir todas as obrigações das concessionárias e substituir fianças e avais, perfazendo um total de R$ 3,2 bilhões.

O descontentamento com o plano e a surpreendente oferta da Copel/Energisa levaram à suspensão da primeira assembleia dos credores, remarcada para 3 de julho.

Atualmente, o Grupo Rede corre contra o tempo para evitar que a Justiça de São Paulo decrete a sua falência. Pelos prazos legais, a empresa perderá a proteção da Justiça em 15 de julho. Além disso, o período de intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas oito distribuidoras do grupo se encerra em 31 de agosto, abrindo espaço para que o regulador declare a caducidade das concessões.

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