ENTREVISTA-Fitch quer super?vit fiscal maior no Brasil

O aumento do super?vit prim?rio doBrasil ajudaria a combater a infla??o e reduzir a depend?nciade taxas de juros mais altas, afirmou uma diretora da Fitchnesta quinta-feira, ap?s a ag?ncia de classifica??o de riscoelevar o pa?s a grau de investimento. Shelly Shetty, principal analista da Fitch para o Brasil,disse que um super?vit fiscal maior do que a atual meta de 3,8por cento do Produto Interno Bruto (PIB) tamb?m ajudaria o pa?sa enfrentar um fator chave de restri??o de sua avalia??o: asfracas contas p?blicas. "Claramente este ser? um passo na dire??o certa", disse ?Reuters em entrevista por telefone. "Isso tamb?m ajudaria amelhorar o mix entre a pol?tica monet?ria e a pol?tica fiscal"para combater a infla??o. Alguns economistas tamb?m t?m defendido que o Brasil eleveo super?vit prim?rio. Poupando uma parcela maior de suacrescente receita, o governo ir? cortar a pol?ticaexpansionista, ajudando os formuladores de pol?tica monet?ria aconter a infla??o. At? o momento, a luta contra a infla??o tem sido um pesocarregado principalmente pelo Banco Central, que elevou a taxab?sica de juro em 0,50 ponto percentual na ?ltima reuni?o. A Fitch afirmou que a ?ltima decis?o de pol?tica monet?ria"consolidou" a independ?ncia do BC, que ? honrada pelopresidente Lula, mas n?o garantida por legisla??o. "O que ? bom e animador no momento ? que o Banco Centraltem participado com um aperto monet?rio mesmo que a infla??ocontinue muito perto do centro da meta e bem abaixo do teto dameta", disse Shetty. Ela acrescentou que a cria??o do fundo soberano no Brasilpode ser positivo se for usado para "poupar o excedente dosuper?vit prim?rio". FINAN?AS P?BLICAS A Fitch elevou o Brasil para "BBB-", o primeiro n?vel dacategoria de grau de investimento. A eleva??o veio cerca de umm?s ap?s a??o similar da Standard & Poor's. A ag?ncia repetiu que a principal restri??o para o ratingdo Brasil ? a "fraqueza" das contas p?blicas --com grande pesotribut?rio, altas taxas de juros, alto n?vel de gastoscorrentes, investimento p?blico ainda limitado e o cont?nuod?ficit da Previd?ncia. "No entanto, n?s acreditamos que a din?mica da d?vida doBrasil parece bastante favor?vel dado (a perspectiva de)crescimento e o comprometimento renovado de seu governo emcontinuar a atender a meta de super?vit prim?rio", disseShetty. Ela reconheceu que a economia brasileira est? crescendo emum passo mais lento que outros pa?ses com o rating "BBB-", masafirmou que uma maior previsibilidade das pol?ticas e forteinvestimentos estrangeiros diretos ir?o ajudar a "reduzir avolatilidade do crescimento futuro do Brasil".

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