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ENTREVISTA-Petrobras vai arrendar mina em SE à Vale até setembro

A Petrobras deve repassar até setembro a concessão de minas de sais de potássio que tem em Sergipe à Vale, informou o presidente da estatal à Reuters, após o evento de divulgação do plano de negócios da companhia até 2015, que prevê investimentos de 224,7 bilhões de dólares em cinco anos.

DENISE LUNA, REUTERS

25 de julho de 2011 | 19h53

José Sergio Gabrielli disse que não faz parte dos planos da Petrobras explorar minas de potássio no Brasil e por isso outra concessão do mineral, em plena Amazônia, também deverá ser desenvolvida por terceiros. Segundo ele, o destino dessa outra área ainda está sendo definido pelo Ministério de Minas e Energia.

"Em 30, 40 dias fechamos as condições para repassar os direitos minerários (de Sergipe) para a Vale... A área na Amazônia está em análise no ministério", afirmou Gabrielli.

Ele explicou que a atuação da Petrobras no setor de fertilizantes será focada em uréia e amônia. A Petrobras vai fornecer, no entanto, gás natural para o projeto da Vale, o que também está sendo negociado.

A Petrobras pretende eliminar a dependência externa do Brasil por amônia em 2015. Atualmente, o país importa 53 por cento do volume que consome. A dependência da uréia importada será reduzida dos atuais 53 por cento para 28 por cento em 2015, segundo o plano de negócios da companhia para o período 2011-2015.

SEM EMISSÕES

No plano, a empresa informou que reduziu o orçamento de investimentos em 2011 de 93 para 84,7 bilhões de reais, o que diminui também a necessidade de captação de recursos no mercado este ano.

"Ao reduzir esses investimentos (de 2011), é muito improvável uma emissão esse ano, só se tiver uma oportunidade muito boa", disse.

Mesmo com investimentos menores e alguns planos de desinvestimento, Gabrielli garantiu que a empresa vai avaliar as áreas de petróleo que serão ofertadas na 11a rodada de licitações do governo brasileiro, prevista para este ano, e se houver boas oportunidades fará lances, "como fazemos todo ano", ressaltou.

VENDA DE AÇÕES

Por outro lado, a empresa vai se desfazer de participações em blocos, principalmente no exterior.

"Áreas aderentes do portfólio com aquilo que você tem condições de capturar mais recursos, predominantemente no exterior", limitou-se a informar.

Outra maneira de fazer caixa será a venda de participações em empresas que não sejam o 'core business' da Petrobras, disse Gabrielli.

"Vamos buscar sócios em empresas nossas, sócios que tenham interese em determinados negócios que não são tão importantes pra gente", afirmou, sem dar exemplos. "Vamos vender ações de alguma empresa em que temos participação", reforçou.

O caixa da companhia, maior preocupação dos analistas que acompanham a empresa, não tira o sono de Gabrielli, que prevê receita crescente para a empresa em um cenário de preços do petróleo em alta.

Além de vendas maiores para o mercado interno --o que fez a empresa mudar a vocação das suas futuras refinarias de exportadoras para atendimento do mercado brasileiro--, a Petrobras conta com aumento expressivo de exportações a partir de 2015, quando deve estar vendendo quase 1 milhão de barris diários para o mercado externo.

"Vamos ter uma exportação gigantesca a partir de 2015 e maior ainda em 2020", destacou Gabrielli.

Segundo o novo plano, as exportações de petróleo, hoje em torno dos 300 mil barris diários, subirão para 997 mil diários a partir de 2015 e para 2,3 milhões de barris diários em 2020.

ELEIÇÕES

Nome frequentemente citado pelos jornais para disputar cargos eletivos pelo Partido dos Trabalhadores, Gabrielli negou especulações de que vá disputar a prefeitura de Salvador em 2012, mas foi menos categórico em relação a uma possível candidatura em 2014.

"Não há a menor possibilidade de me candidatar a Salvador em 2012... Em 2014 (governador) não sei, está muito longe", finalizou o executivo, que viaja na próxima semana para grandes centros financeiros, como Londres e Nova York, para apresentar o novo plano da estatal a investidores.

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